[Filme] Te Amarei Para Sempre

17 de Agosto de 2013
[Filme] Te Amarei Para Sempre

Te Amarei Para Sempre

Sinopse Te Amarei Para Sempre

Um bibliotecário de Chicago, portador do “gene da viagem no tempo”, visita a esposa em diferentes pontos da vida dela. As viagens são realizadas de maneira involuntária e irão trazer sérios problemas para o relacionamento de ambos.

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Ficha técnica Te Amarei Para Sempre

Título Original: The Time Traveler’s Wife.
Origem: Estados Unidos, 2009.
Direção: Robert Schwentke.
Roteiro: Bruce Joel Rubin, baseado em livro de Audrey Niffnegger.
Produção: Dede Gardner e Nick Wechsler.
Fotografia: Florian Ballhaus.
Edição: Thom Noble.
Música: Mychael Danna.

Elenco Te Amarei Para Sempre

Michelle Nolden, Alex Ferris, Arliss Howard, Eric Bana, Katherine Trowell, Bart Bedford, Esther Jun, Matt Birman, Craig Snoyer, Rachel McAdams, Carly Street, Romyen Tangsubutra, Brooklynn Proulx, Jane McLean, Ron Livingston, Brian Bisson, Maggie Castle, Fiona Reid, Philip Craig, Mario Tufino, Shawn Storer, David Talbot, James Lafazanos, Dan Duran, Kenner Ames, Alison MacLeod, Stephen Tobolowsky, Hailey McCann, Donald Carrier, Jan Caruana, Jean Yoon, Tatum McCann, Duane Murray, Paul Francis, Jon Bruno, Kevin Drew, Brendan Canning, Andrew Whiteman, Justin Peroff, Michael Bell, Alexis Beckley, Gene Fojtik e Christina Orjalo.

Trailer Te Amarei Para Sempre

Crítica Te Amarei Para Sempre

Quando você ouve falar em ficção científica, qual é a primeira imagem que vem à sua cabeça? Certamente, entre as primeiras lembranças de muitos, poderíamos citar elementos como aeronaves, viagens no espaço, robôs ou objetos de altíssima tecnologia. Porém, o que dizer de um romance, um drama de amor, que utiliza os argumentos da ficção científica para explicar a sua história?

O que pode soar estranho à primeira vista acaba se tornando uma interessante premissa e, talvez, um dos pontos mais inteligentes do filme Te Amarei Para Sempre. Baseado no livro A Mulher do Viajante do Tempo, romance de estréia da escritora norte-americana Audrey Niffenegger, a produção é mais uma entre os inúmeros filmes do gênero que chegaram às telas em 2009, mostrando o quanto a sci-fi está em alta.

Te Amarei Para Sempre conta a curiosa história do bibliotecário Henry DeTamble (Eric Bana), um sujeito que desde cedo descobriu-se portador de um raro fenômeno: uma disfunção genética que o permite viajar no tempo – tanto passado como futuro – de forma involuntária e sem controle. Suas constantes viagens fazem com que ele se veja sempre metido em confusões já que cada vez que se desloca para um novo espaço-tempo está nu e precisa sair à caça de roupas.

Assim como a vida de Henry, a história é, da mesma forma, apresentada de forma fragmentada. Embora a linha mestra do roteiro conduza a narrativa a partir do momento em que ele conhece a sua futura esposa Clare Abshire (Rachel McAdams), o desenvolvimento na história se dá em forma de flashbacks – nesse caso as viagens temporais dele – em que descobrimos que Henry já conhece e visita Claire desde que a garota tinha nove anos de idade.

Contada de maneira sutil e sem apelar para momentos melodramáticos ou para um melosa trilha sonora para “adocicar” os momentos do casal, com a história de Henry já apresentada e bem desenvolvida aos olhos do espectador, o foco deixa de ser as suas viagens e passa a ser a situação de Claire, a fiel e compreensiva esposa que entende o drama do marido e procura conviver com ele da melhor maneira possível. Utilizando as palavras de Claire, a mudança de foco é claramente explicitada no roteiro quando ela afirma saber “qual é a sensação de quem fica, mas não qual é a sensação daquele que parte”.

Pelo fato de o espectador já conhecer a sensação de quem parte, somos conduzidos de maneira suave a acompanhar desta vez a sensação de quem fica. O deslocamento da narrativa é leve e, em momento algum, temos a impressão de ver dois filmes distintos. Como no forte relacionamento do casal, a unicidade é uma característica marcante nesta transição.

Essa suavidade na condução da história – que revela um bom trabalho do diretor Robert Schwentke (Plano de Vôo) – contudo a partir de certo momento acaba tendo um efeito contrário para o desenvolvimento do filme. Se por um lado temos a segurança de que o filme dificilmente irá se perder, por outro ficamos com a sensação de uma falta de ousadia, já que não há grandes reviravoltas ou revelações. Mesmo nos principais pontos de virada da história, os momentos de clímax são apresentados de forma amena, tendo pouco impacto no destino da história, mas sem comprometê-la.

Em uma das suas falas, Henry afirma que conduziu sua vida para “nunca ter nada que não pudesse suportar a dor da perda”. A atitude pouco corajosa dele nesse quesito parece se refletir na maneira como a história é apresentada – de maneira segura e burocrática, mas com poucas inovações e diferenciais, o que é uma pena já que este é o tema que levanta uma série de possibilidades.

Porém, se como ficção científica o filme não funciona de maneira satisfatória, em termos de romance ele apresenta os elementos que costumam conquistar as platéias de casais. Uma sólida história de amor, daquelas que estendem pela vida toda e que, qualquer pessoa certamente gostaria de vivenciar.

Procurando equilíbrio a todo momento e indeciso em termos de público, Te Amarei Para Sempre acaba deixando a sensação de que algo mais poderia ser complementado à história, mas deixa a curiosa sensação de ter sido ao menos um entretenimento agradável e confortante. Embora seja um filme indeciso, é inegável que sua premissa é bastante criativa. E ainda que essa criatividade seja um mérito do livro, e não do filme, não é todo dia que vemos novas abordagens em filmes românticos e só por isso a história já merece um crédito.

Nota 7