[Filme] G.I. Joe: A Origem de Cobra

26 de Agosto de 2012
[Filme] G.I. Joe: A Origem de Cobra


G.I. Joe: A Origem de Cobra

Sinopse G.I. Joe: A Origem de Cobra

Das montanhas da Ásia Central aos desertos do Egito, passando pelas ruas lotadas de Paris e por baixo da calota polar do Polo Norte, o grupo de elite de agentes conhecido como G.I. Joe embarca em uma aventura sem fim usando as mais modernas tecnologias de espionagem e equipamento militar para evitar que o comerciante de armas Destro e a crescente ameaça da misteriosa organização Cobra levem o mundo ao caos.

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Ficha técnica G.I. Joe: A Origem de Cobra

Título Original: G. I. Joe – The Rise of Cobra.
Origem: Estados Unidos, 2009.
Direção: Stephen Sommers.
Roteiro: Stuart Beattie, David Elliot e Paul Lovett, baseadom em história de Michael Gordon e Stephen Sommers.
Produção: Lorenzo Di Bonaventura, Bob Ducsay e Stephen Sommers.
Fotografia: Mitchell Amundsen.
Edição: Bob Ducsay e Jim May.
Música: Alan Silvestri.

Elenco G.I. Joe: A Origem de Cobra

Adewale Akinnuoye-Agbaje, Christopher Eccleston, Joseph Gordon-Levitt, Byung-hun Lee, Sienna Miller, Rachel Nichols, Jonathan Pryce, Saïd Taghmaoui, Channing Tatum, Marlon Wayans, Dennis Quaid, Karolina Kurkova, Ray Park, Arnold Vosloo, Chris Akers, Michael Benyaer, Duncan Bravo, Michael Bretten, Michael Broderick, Frederic Doss, Elena Evangelo, Courtney Fleming, Jerald Garner, Jabbaar George, Leo Howard, Luke Massy, Kellie Matteson, David Murray, Gerald Okamura, Brittany Alexis Palmer, Burton Perez, Bob Rumnock, Brandon Soo Hoo, David Jean Thomas, Ken Thomas, Ryan Van de Kamp Buchanan, Gunner Wright, Ron Yuan, Tj Austin, Shannah Barrett, Wesley Busser, Brad Carr, Jason Castle, Joe Chacon, Hugh Daly, Joe Davis, Vincent Defebo, Ken Edling, Cru Ennis, Michael Foster, Brendan Fraser, Joe Guth, Mark Hames, Victor Harris, Charles Howerton, Daniel Josev, Mary Kircher, Zaayan Lala, Jeff Lam, Renzo Lewis Jr., Wayne Lopez, Melissa S. Markess, Dan Martino, P. David Miller, Lili Mirojnick, Ken Moreno, Westley Nguyen, Tom Ohmer, Markell Pool, Lalo Reyes, Sean Richter, Jason Roehm, Mary Scanlon, Gubbi Sigurdsson, Bryan Soto, Sean Velie, Kaleti Williams e Brianna Womick.




Trailer G.I. Joe: A Origem de Cobra

Crítica G.I. Joe: A Origem de Cobra

Os bonequinhos dos Comandos em Ação fizeram parte da minha infância. Lembro que o meu presente mais aguardado do ano vinha na época do Natal e, ano após ano, Papai Noel atendia os meus pedidos e trazia sempre uma das principais naves lançadas ao longo do ano. Dessa forma, “rever” alguns dos meus velhos companheiros de brincadeiras na tela do cinema foi uma sensação interessante e bastante agradável.

O tempo passou e, é claro, descobri que não era bem o Papai Noel quem me trazia aqueles brinquedos. Da mesma forma, aos poucos percebi que os Comandos em Ação, embora ingênuas action figures, traziam em sua essência muito da ideologia norte-americana, com seu poderio bélico e a sua interminável capacidade de forjar heróis.

Stephen Sommers, o diretor de G.I. Joe: A Origem de Cobra, pode não estar entre os diretores mais conhecidos pelo público. Tampouco seus filmes irão figurar na lista das grandes obras do cinema. Em termos de história, qualidade não é o seu ponto forte. Mas, ainda assim, Sommers tem os seus méritos. Praticamente construiu sozinho a franquia A Múmia, que gerou três filmes e um complemento chamado O Escorpião Rei.

Seus filmes têm uma marca característica: ação frenética. Sim, sem dúvida não é uma característica das mais nobres. Seus roteiros, em geral, apresentam falhas, os personagens não são emblemáticos – e menos ainda tornam-se ícones – e em termos estéticos não há nada que transforme, qualquer uma de suas produções que seja, em uma master piece.

Mas, diferente de muitos dos seus concorrentes, Sommers é honesto e deixa claro, a cada cena, que não é esse o seu objetivo. Sua proposta é mostrar ação. Seus personagens, são meros coadjuvantes para a ação. Suas histórias, precisam funcionar na mesma medida em que a ação funcione. E, no final das contas, dentro de sua proposta, a conclusão a que chegamos é simples: bons ou ruins, os filmes de Sommers funcionam.

G.I. Joe: A Origem de Cobra não é diferente. Em termos dramáticos, a história é pavorosa e em alguns momentos chega a soar tão artificial – ou apresenta falhas tão expressivas – que o filme incomoda e faz pensar que, aconteça o que acontecer, a história não irá se sustentar para o ato seguinte.

Da mesma forma a enorme quantidade de personagens com função principal na trama, dificultam para o espectador a identificação com um ou outro, já que é quase impossível se aprofundar nas histórias de cada um deles de maneira convincente em pouco mais de 1h40 de filme. A solução encontrada para ser o fio condutor de tudo isso é a mais óbvia e batida possível: colocar um romance no meio da história e apresentar a origem de alguns dos personagens com flashbacks.

Assim descobrimos que Duke (Channing Tatum) e Baronesa (Sienna Miller) foram felizes apaixonados no passado, mas graças a uma promessa quebrada por ele a jovem encontrou no “lado negro da força” – ou no caso em meio aos Cobras – o palco perfeito para se vingar do ocorrido e, ainda por cima, provar um pouco do mundo do glamour e do poder. É muito pouco para uma história, mas no fio da navalha, acaba sendo o suficiente graças ao “personagem principal” de Sommers: a ação.

Na produção, não é preciso esperar nem cinco minutos para ver as primeiras cenas de guerra e batalha. Durante o filme são pouquíssimos os minutos em que o espectador tem a oportunidade de tomar fôlego antes de partir para a próxima sequência. Assim como o mundo dos Comandos em Ação entupia as lojas nas décadas de 80 e 90 com bonecos e naves de todas as formas imagináveis, em G.I. Joe: A Origem de Cobra o desfile de efeitos especiais apresenta tanques de guerra, aviões, submarinos, unidades individuais de combate e bases militares é constante.

A cada cena, tem-se a impressão de estar em mundo criado para os G.I. Joe, tamanha é a utilização de efeitos computadorizados nos cenários. Quando a ação vai para um terreno reconhecível – como a impressionante sequência de ação nas ruas de Paris que culmina com a destruição da Torre Eiffel – fica evidente que, assim como as action figures das décadas passadas serviam como mera brincadeira para as crianças, aqui os personagens são os bonequinhos nas mãos de Sommers para exibição duas suas seqüências de ação – que, por sinal, são excelentes.

G.I. Joe: A Origem de Cobra está longe de ser um filme memorável. No entanto, no quesito ação, seria injusto não qualificá-lo com um dos melhores da temporada 2009 de blockbusters que, com esse filme, chega ao fim. Se o desempenho nas bilheterias confirmar a expectativa dos produtores, já é certo que teremos uma sequência. E é aí que mora o perigo.

Como foi apresentada, é difícil imaginar que essa história se sustente em uma nova sequência. Será preciso ainda mais ação frenética e outros apelos que não romances ou flashbacks. E o risco que temos é ver G.I. Joe se tornar um novo Transformers: A Vingança dos Derrotados. Será que os brinquedos dos anos 80 precisam ser tão detestáveis no cinema?

Nota 6.