[Filme] A Era do Gelo 3

8 de Julho de 2012
[Filme] A Era do Gelo 3


Sinopse

Manny e Ellie aguardam o nascimento de seu primeiro filhote, enquanto Sid tenta criar sua própria família “desviando” alguns ovos de dinossauro, e Diego começa a questionar se a convivência com os amigos não o está deixando molenga demais. Em uma missão para resgatar o azarado Sid, a turma se aventura por um misterioso mundo subterrâneo, onde acabam deparando com dinossauros, lutam contra estranhas plantas assassinas – e conhecem Buck, uma agitada doninha de um olho só, caçadora de dinossauros.

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Ficha técnica

Título Original: Ice Age: Dawn of the Dinosaurs.
Origem: Estados Unidos, 2009.
Direção: Carlos Saldanha.
Roteiro: Carlos Saldanha.
Produção: John C. Donkin e Lori Forte.
Fotografia: -.
Edição: -.
Música: John Powell.

Elenco

Eunice Cho, Karen Disher, Harrison Fahn, Maile Flanagan, Jason Fricchione, Bill Hader, Kelly Keaton, Joey King, Queen Latifah, Denis Leary, Allegra Leguizamo, John Leguizamo, Lucas Leguizamo, Clea Lewis, Jane Lynch, Josh Peck, Simon Pegg, Christian Pikes, Avery Christopher Plum, Joe Romano, Ray Romano, Carlos Saldanha, Manoela Scarpa Saldanha, Sofia Scarpa Saldanha, Seann William Scott, Cindy Slattery, Chris Wedge, Matt Adler, Kristen Wiig, Steve Alterman, Anthony Amorim, Claudia Besso, June Christopher, Holly Dorff, Nicole Ehinger, David H. Kramer, Selenis Leyva, Matthew P. McCarthy, David McCharen, Beatrice A. Miller, Regan Mizrahi, Tim Nordquist, Devika Parikh, Alexandra Pisacane, Jake Schwencke, Amanda Scott, Johnathan Tchaikovsky e Pamala Tyson.

Trailer

Crítica

No primeiro A Era do Gelo, há sete anos, o principal conceito do filme era a importância da família. Em 2006, em A Era do Gelo 2, a amizade passou a figurar como a moral dominante na franquia, que ganhou a direção do brasileiro Carlos Saldanha. Embora ambos tenham sido muitíssimo bem sucedidos nas bilheterias (juntos faturaram mais de US$ 1 bilhão) foi notória a queda de qualidade no segundo filme.

Pois bem, com Carlos Saldanha à frente novamente, a aposta dessa vez é a união dos conceitos de família e amizade na mesma produção. Uma escolha cômoda para uma franquia que pouco trouxe de novidades ao longo dos últimos sete anos. Em A Era do Gelo 3, Manny e Ellie estão envolvidos com os preparativos para o nascimento do seu primeiro filhote.

A dedicação do casal culmina com um natural distanciamento dos amigos, Sid e Diego. Enquanto o tigre questiona a sua perda gradual de habilidades para a caça, devido à cômoda vida em grupo, Sid sai em busca de novos amigos e acaba encontrando alguns ovos enterrados no gelo. Ao bancar a mãe para eles descobre que, na verdade, tratam-se de filhotes de dinossauros.

Com o foco maior no cotidiano de um casal (os preparativos para a chegada do bebê, as diferenças de comportamento entre os machos e as fêmeas) as poucas cenas divertidas na primeira metade do filme ficam por conta das hilárias aparições de Scrat, em sua busca interminável por uma avelã. É dele – e de sua nova companheira – as melhores cenas dos primeiros 40 minutos de filme.

Com praticamente os mesmo personagens desde o primeiro filme, a história poderia seguir um rumo cansativo e, porque não, repetitivo, se não fosse pela chegada de um novo personagem: Buck. Ele é o caçador de dinossauros que o grupo encontra quando descobre um misterioso (e belíssimo) mundo subterrâneo em busca de Sid. A doninha de um olho só, com seu jeito maluco e completamente alucinado, traz um sopro de renovação e serve de contraponto perfeito para um grupo que, por mais que se esforce, continua pacato em suas aventuras.

Se por um lado este é um ponto bastante positivo, já que a segunda parte do filme é bem mais agradável, por outro lado torna latente o quanto mesmo os bons personagens podem se tornar cansativos quando colocados em situações muito similares em várias produções. O mérito desse alento fica por conta da mudança de cenário – as grandes planícies geladas, ainda que bem feitas, já se tornaram enjoativas – e principalmente pela chegada de um novo membro – já que o grupo original demonstra o nítido desgaste de uma aventura que funcionou muito bem, mas já incomoda pelas insistentes seqüências.

Se a história em si já não é capaz de segurar o espectador, os elementos visuais do mundo subterrâneo ganham um colorido especial com os recursos do cinema 3D. Embora não tenham sido empregados da melhor maneira possível, eles também carregam consigo sua parcela de responsabilidade para que o filme seja apresentado de maneira menos incômoda. Aliás, é bastante clara a diferença entre o ambiente original dos personagens e este novo mundo alternativo.

O lado subterrâneo é bem mais divertido, alegre e colorido e parece ter sido feito sob medida para utilizar os efeitos em terceira dimensão que, de fato, se perdem na primeira parte. Assim como o cenário, o mundo onde os personagens principais de A Era do Gelo são meros coadjuvantes dos habitantes naturais é bem mais interessante, com mais ação e vida.

No fim das contas o resultado não é de todo mau. O filme certamente cumprirá sua função nas bilheterias, será bem sucedido junto ao público infantil e, em especial, junto aos pais de família (já que apela bastante à beleza dos sentimentos de maternidade e paternidade). Mais do mesmo, a sensação que fica é a de um déjà vu, onde cenas e diálogos deste filme podem ser facilmente confundidos com cenas e diálogos dos filmes anteriores. Realmente uma pena.

Aliás, falando de diálogos, cabe aqui comentário a respeito da versão dublada do filme. Não há dúvidas que os dubladores brasileiros são reconhecidos mundialmente pela sua qualidade, e com todos os méritos. Porém a dublagem de Ellie, feita pela atriz Cláudia Jimenez, é uma das piores coisas que já tive o desprazer de ouvir. Embora sua voz tenha o timbre certo para o personagem – o que demonstra ter sido uma boa escolha inicial – sua interpretação é totalmente desprovida de qualquer entonação e sua voz é praticamente uníssona ao longo do filme, destoando completamente dos demais dubladores.

Nota 6.