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Ficção Viva explora universo dos brechós em curta-metragem

Thursday, July 23rd, 2009 | Cinema Paranaense | 2 Comments

Making off em brechó de Curitiba

Gravação de cena em brechó de Curitiba

Mais do que simplesmente lojas que vendem roupas usadas, os brechós são verdadeiros baús de surpresas, com sua moda altamente diversificada, peças raras, fora de catálogo, clássicas, de época, nacionais ou importadas. Atualmente, garimpar peças legais em brechós on-line ou físicos não é mais coisa somente de modernos e descolados. As revistas já cansaram de mostrar e usar em seus editoriais de moda, o que ajudou a acabar com a idéia de um lugar cheio de roupas velhas e cheiro de mofo.

Além disso, é possível achar muito mais que roupas exclusivas e cheias de estilo nas araras dessas lojas. É lá também, que entre um a prova de uma peça e outra, no bate-papo com a vendedora podem ser garimpadas boas histórias, como as que a equipe do projeto Ficção Viva pesquisou para a produção de um filme que leva o título provisório de “Vestido de Noiva”.

Se no curta-metragem, que parte de elementos documentais para criar ficção, a história gira entorno da atriz que pesquisa figurinos para uma peça, a doméstica que compra as roupas usadas da patroa e o a misteriosa relação de uma cliente com um vestido de casamento deixado à venda no local, fora das telas também sobram curiosidades e histórias como essas, como as que Geisa Lombardi, uma das proprietárias do brechó “Trapos de Luxo”, que serve de locação para o filme, tem na ponta da língua.

Já há alguns anos no ramo, a comerciante conta que é bastante comum os clientes levarem as peças e contarem suas histórias, já que no brechó encontram um atendimento mais personalizado, que inspira uma relação maior de amizade. Os casos variam desde pessoas que levam peças que foram compradas por impulso, que não cabem mais ou saíram de moda até àqueles que querem se desfazer de objetos de ex-namorados ou parentes falecidos.

“Um dia uma senhora entrou na loja, olhou para um casaco e começou a chorar emocionada. Ela me disse que conhecia aquele casaco, que havia sido dela, mas alguém o havia levado de sua casa. Ela ficou de vir buscar o casaco e nunca voltou”, lembra Geisa. De outro lado, quem entra em busca de uma nova roupa usada também tem lá suas particularidades. “Tem uma senhora que vem com uma lente de aumento e passa horas olhando peça por peça. Parece ter sido uma senhora muito rica, mas que hoje não tem muitas condições. Ela procura peças de grife, mas nunca leva nada”, conta.

Foram histórias como essas que inspiraram as proprietárias do Brechó a colocar no blog da loja todos esses causos. “A roupa nova não tem história, ela chega em ‘branco’”, brinca Geisa. Para Marcelo Munhoz, um dos coordenadores do Ficção Viva, ao longo da vidas as pessoas estão sempre tomando decisão em relação aos objetos e vivendo experiências novas intermediadas por eles. “Por isso eles dizem tanto sobre nós. Muito mais do que forma ou função, as coisas têm vida social, são palco de nossas experiências e são impregnadas de emoções. E são uma inesgotável fonte de pesquisas”, diz.

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Curta brasileiro é selecionado para o Festival de Sundance

Saturday, December 13th, 2008 | Notícias | No Comments

Premiado como melhor curta-metragem do 12º Cultura Inglesa Festival, o filme “Eu e Crocodilos”, da diretora Marcela Arantes, será o único representante do Brasil na seleção de curtas-metragens do Festival Sundance, a mais importante mostra de filmes feitos fora dos grandes estúdios de Hollywood, que ocorrerá entre 15 a 25 de janeiro, em Utah. Este não é o primeiro curta-metragem produzido para o Cultura Inglesa Festival, que trilha carreira internacional.  As edições de 2006 e 2007 do Festival Internacional de Cannes exibiram dois curtas dirigidos por Esmir Filho “Alguma Coisa Assim” e “Saliva”, ambos produzidos para o Cultura Inglesa Festival. “Alguma Coisa Assim” amealhou inclusive o prêmio de melhor roteiro do júri encabeçado pelo mexicano Guillermo Arriaga, roteirista de Babel.

Além do êxito deste curta-metragem, outra atração do 12º Cultura Inglesa Festival acaba de ser laureada: o espetáculo “Cornélia Boom”, que arrebatou prêmio na categoria de Pesquisa em Dança, da APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte.  O espetáculo da bailarina Shelia Arêas e o coreógrafo Cristian Duarte dá nova dimensão à obra da artista plástica britânica Cornelia Parker que usa técnicas não convencionais – como explosões, derretimento e distorções – para transformar objetos de uso pessoal em outras formas.

“Eu e Crocodilos” chega ao evento criado pelo ator e diretor Robert Redford com alguns prêmios na bagagem. Ao iniciar carreira no  Festival Internacional do Rio, o Curta Cinema, ganhou em novembro menção honrosa  do júri  ABDeC. Ao competir no festival de Santa Maria da Feira, em Portugal, arrebatou em dezembro o Prêmio Onda-Curta, concedido por programa homônimo da RTP – Rádio e Televisão de Portugal que promove os curtas-metragens produzidos naquele país. O prêmio dá direito à RTP exibir o filme em sua programação.

A edição de 2009 do Sundance Festival vai apresentar 96 filmes selecionados entre 5.632 inscritos por diretores dos Estados Unidos e de outros países. “Eu e Crocodilos” integrará a mostra de curtas, composta por 41 filmes de 18 países. Será o único brasileiro desta seleção e um dos três da América Latina, que será representada ainda pelos argentinos “The Blindness of the Woods” (Martin Jaefen e Javier Lourenço) e “The Watch” (Marco Berger).

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Curta Petrobrás às seis retorna em nova temporada

Friday, November 28th, 2008 | Curta | No Comments

A partir do dia 5 de dezembro, volta ao cartaz nas salas de cinemas de diversas cidades do país, o projeto Curta Petrobras às Seis, uma iniciativa do Circuito Espaço de Cinema, em São Paulo, com patrocínio da Petrobras, através da Lei Rouanet.

Projeto pioneiro de exibição diária de curtas-metragens, com sessões grátis e quatro semanas garantidas nas telas de cinema, o Curta Petrobras às Seis proporciona ao público o acesso a uma produção que normalmente só teria espaço em festivais de cinema, que são acompanhados por um seleto grupo de espectadores.

Com essa iniciativa, o Curta Petrobras às Seis já levou ao cinema mais de 460 mil espectadores em 20.740 sessões pelo país. Estas sessões são sempre grátis, com sala e horário fixo, numa rara oportunidade de contato com esse produto diferenciado, que dificilmente é oferecido nas salas de cinema. O Projeto teve início em 1999 em apenas uma sala.

O Curta Petrobras às Seis, levará ao conhecimento dos cinéfilos o trabalho de cineastas que muitos ainda não conhecem, e que poderá ser visto tanto pelo público infantil, como os curtas “Juro Que Vi: Matinta Perera”, de Humberto Avelar, e “Peixe Frito”, de Ricardo de Podestá, como por adultos que queiram, por exemplo, conhecer trabalhos premiados, como “Pixinguinha e a Velha Guarda do Samba”, de Thomaz Farkas e Ricardo Dias, ou “No Princípio Era o Verbo”, de Virgínia Jorge.

O cinéfilo que acompanhar todas as programações do Curta Petrobras às Seis terá visto, gratuitamente, até o final da temporada, em novembro de 2009,  84 filmes, agrupados em programas temáticos, que permanecerão em cartaz durante 26 dias em cada cidade.

Nesta nova edição, o Curta Petrobras às Seis estará em cartaz em Niterói, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Juiz de Fora, São Paulo, Guarulhos, Brasília, Goiânia, Campo Grande, Natal, Fortaleza, Recife, Aracajú, Salvador, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, além de estrear nas cidades de Campinas, Santos e Vitória, totalizando 20 municípios e 22 salas.

Neste ano o projeto passa a contar com um site, que pretende, ao longo dos doze meses de exibição, ser um ponto de encontro de discussão do formato curta-metragem. O endereço é www.curtaasseis.com.br.

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