crise
Crise não abala o cinema nacional
Monday, May 11th, 2009 | Bilheterias Brasil | No Comments
Apesar de ter sofrido alguns períodos de instabilidade no ano passado, o cinema nacional conseguiu encerrar o ano de 2008 com resultados positivos. De acordo com dados divulgados na semana passada pela Agência Nacional de Cinema (Ancine), a participação de filmes brasileiros no circuito do cinema nacional manteve a média de 10,16% - algo similar ao período da retomada.
Em 2008, mais de nove milhões de espectadores foram às salas de cinema para assistir à produções nacionais, o que acabou gerando uma renda de R$ 70 milhões. Em comparação com o faturamento obtido pelas produções estrangeiras (R$ 660 milhões), o montante ainda é pequeno. Apesar disso, a força da mídia cinema em 2008 acabou superando as expectativas, já que, com a ameaça da crise econômica, houve uma tendência de esvaziamento das salas de cinema do País.
De acordo com a Ancine, os bons resultados devem-se principalmente aos preços relativamente menores do ingresso para filmes nacionais (que possuíram, em 2008, um custo médio de R$ 7,68, contra R$ 8,11 das produções estrangeiras) associado a uma campanha do governo que visava incentivar o público a prestigiar os filmes brasileiros. Um exemplo dessas iniciativas foi a criação do programa Vá ao Cinema, feito pela Secretaria da Cultura de São Paulo, que distribuiu ingressos gratuitamente, no interior do Estado.
Para esse ano, a expectativa de público que a Ancine projeta é ainda melhor, uma vez que, apenas nos quatro primeiros meses de 2009, foram comercializados 80% do total de ingressos vendidos no ano passado. O grande sucesso de bilheteria Se eu Fosse Você 2 é apontado como um dos responsáveis pela lotação das salas de cinema nesse começo de ano. Além da boa média, a Ancine também aposta no “Vale-Cultura” - benefício previsto pelo governo para incentivar a população a freqüentar os cinemas - e nas mudanças da Lei Rouanet para garantir um bom desempenho da mídia cinema no restante do ano.
As informações são do site Meio & Mensagem.
Demissões chegam a Hollywood
Tuesday, December 9th, 2008 | Notícias | 1 Comment
Alguns dos maiores conglomerados de mídia americanos anunciaram na semana passada que, devido à crise econômica, farão cortes de orçamento e de pessoal.
A NBC/Universal vai cortar seus gastos em 3% (o equivalente a US$ 500 milhões) e demitirá 500 empregados. A Viacom, que possui a Paramount e a MTV, vai cortar 850 postos (7% do total de funcionários do grupo), sendo que 100 postos serão cortados na Paramount e 300 na MTV. No fim de novembro, a Weinstein Company já havia anunciado que demitiria 24 empregados, ou 11% de seu staff.
Crise favorece comédias nos EUA
Friday, December 5th, 2008 | Notícias | 1 Comment
Com a economia norte-americana mergulhada em uma recessão, Hollywood prevê que as bilheterias serão dominadas pelas comédias, na medida em que o público procura uma válvula de escape para seus problemas.
A boa performance de “Four Christmases”, com Reese Witherspoon, que liderou as bilheterias do fim de semana passado com vendas de 31 milhões de dólares, reforçou uma percepção comum entre cineastas: de que tempos econômicos difíceis garantem bons resultados para comédias.
O cinema sempre funcionou como fuga da realidade para as pessoas, mas as comédias, em especial, servem de consolo em tempos de dificuldade. “Quando não há risos suficientes na vida real, nós as procuramos no entretenimento”, explicou Paul Levinson, professor de comunicação e mídia na Universidade Fordham, em Nova York.
Com a economia americana em recessão há um ano, seis comédias já ultrapassaram a cifra chave de 100 milhões de dólares de bilheteria nos cinemas dos EUA e do Canadá nos meses recentes, incluindo “Trovão Tropical“, “Quase Irmãos” e “Agente 86“, disse Paul Dergarabedian, presidente da Media by Numbers, que faz o acompanhamento das bilheterias.
E há mais comédias a caminho dos cinemas. Ainda em dezembro vão estrear “Sim, Senhor”, com Jim Carrey, e “Nothing Like the Holidays”, com Debra Messing. Para janeiro, está prevista a estréia de “Noivas em Guerra”, estrelado por Anne Hathaway e Kate Hudson.
O sucesso das comédias em tempos difíceis foi comprovado durante a Grande Depressão dos anos 1930, quando as famílias lotavam os cinemas para ver os filmes da dupla o Gordo e o Magro, dos irmãos Marx e dos Três Patetas. Hollywood chegou à maioridade como indústria naquela época, quando o cinema não enfrentava a concorrência da televisão ou da Internet.
Apesar da recessão e do entretenimento mais barato proporcionado pela televisão e os videogames, as receitas das bilheterias até agora em 2008 chegam a 8,6 bilhões de dólares, superando os totais obtidos até o mesmo período do ano passado. As comédias são duplamente atraentes para as produtoras de Hollywood em tempos de escassez de dinheiro, porque muitas vezes usam poucos efeitos especiais e podem ser feitas com custos baixos.
Fonte: UOL Cinema
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