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Ingressos para o filme Michael Jackson - This Is It
Tuesday, October 20th, 2009 | Livros | 4 Comments

Faltam poucos dias para a estréia do documentário Michael Jackson - This Is It. O filme apresenta imagens inéditas da turnê que o cantor Michael Jackson faria, marcando seu retorno aos palcos. O documentário será exibido apenas por duas semanas, a partir de 28 de outubro, e os ingressos já estão à venda. Confira onde comprar antecipadamente:
Dom Bosco IMAX Theater
Sessões 12h05, 14h25, 16h45, 19h05, 21h25 e 23h25
UCI Palladium
Sessões: 14h25, 16h45, 19h10 e 21h35
UCI Estação
Sessões: 14h25, 16h45, 19h10 e 21h35
Cinemark Barigui
Sessões: 12h50, 15h30, 18h10 e 20h50
Cinemark Mueller
Sessões: 12h50, 15h30, 18h10 e 20h50
Cineplus Jardim das Américas
Sessões: 14h30, 17h, 19h15 e 21h30
Cinesystem Cidade
Sessões: 15h, 17h15, 19h30, 21h45
Cinesystem Curitiba
Sessões: 13h, 15h10, 17h25, 19h40 e 21h55
Cinesystem Total
Sessões: 15h, 17h15, 19h30 e 21h45
Unibanco Arteplex
Sessões: 14h40, 17h, 19h20 e 21h40
Confira o trailer de Michael Jackson - This Is It
Moonwalker, filme de Michael Jackson, é relançado em DVD
Confira também:
- Michael Jackson - Live in Bucarest
- Micahel Jackson - King of Pop
- Michael Jackson - Video Greatest Hits
- Michael Jackson - Number Ones Hits
Autora de “O Diário da Princesa” em noite de autógrafos em Curitiba
Friday, September 11th, 2009 | Livros, Notícias | No Comments

A escritora Meg Cabot já vendeu mais de 15 milhões de livros
A escritora norte-americana Meg Cabot, autora do livro “O Diário da Princesa“ e de outras dezenas de publicações estará em Curitiba, na próxima terça-feira (15/09), participando de um bate papo, autografando seus livros e lançando outras duas novas publicações.
O evento acontece na Livrarias Curitiba do Park Shopping Barigui, a partir das 19h30, e é aberto ao público em geral, com entrada franca. A autora estará lançando em Curitiba os livros “Princesa Para Sempre” e “Avalon High, A Coroação - A Profecia de Merlin” em estilo mangá.
Com mais de 30 livros publicados no Brasil, Meg Cabot jé vendeu mais de 15 milhões de exemplares das suas publicações. A série O Diário da Princesa, que também foi adaptada para o cinema, vendeu mais de cinco milhões de unidades.
Confira um especial com todas as obras da escritora Meg Cabot
Confira também:
- O Diário da Princesa [DVD]
- O Diário da Princesa 2 - Casamento Real [DVD]
- Sorte ou Azar? [Livro]
- A Princesa em Treinamento [Livro]
Livro aborda trâmites jurídicos para produções culturais
Monday, May 25th, 2009 | Livros | No Comments

Capa do livro Manual do Direito do Entretenimento
Montar espetáculos teatrais, musicais ou qualquer outro tipo de evento cultural exige diversos detalhes jurídicos que o público geral não percebe. São pormenores que envolvem não só direitos autorais, no caso de uso de trechos de composições ou livros, por exemplo, como também a contratação de profissionais em todas as instâncias, entre eles, atores, camareiros ou iluminadores. Para mostrar como funcionam as leis e as minúcias desse universo, os advogados Andréa Francez, José Carlos Costa Netto e Sergio Famá D´Antino organizaram o livro Manual do Direito do Entretenimento – guia de produção cultural, lançamento das editoras Senac São Paulo e Edições Sesc SP.
A ideia do projeto surgiu em 2006, quando Andréa Francez presidiu a Comissão de Direito do Entretenimento, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em São Paulo. Ao lado de Costa Netto e D´Antino, convidou expoentes, que atuam no segmento do direito autoral, para escrever textos elucidativos sobre questões como a criação de uma produção cultural, de obras literárias, a contratação de técnicos e demais envolvidos em espetáculos teatrais, cinematográficos ou televisivos, até como funcionam as leis de incentivos fiscais.
Entre os nomes que partilham seus conhecimentos estão Henrique de Oliveira Lopes da Silva, que escreve sobre os tributos que incidem sobre essas produções; Lilian de Melo Silveira, debate sobre as autorizações e licenças judiciais necessárias ao bom andamento de um projeto nessa área, além de medidas a serem tomadas caso os contratos sejam desobedecidos; Cristiane Garcia Olivieri, especialista em Lei Rouanet, mostra como a pessoa física ou o empresário pode utilizar a lei, além de apresentar as peculiaridades do Fundo de Financiamento da Indústria Cinematográfica Nacional (Funcine) e do Programa de Ação Cultural (PAC); Arnaldo Vuolo e Maria Luiza de Freitas Egea, abordam os aspectos penais.
Eles contam, por exemplo, que os violadores dos direitos de autor (músico, escritor, fotógrafo, escultor, pintor), está sujeito, após o devido processo penal, a uma detenção de três meses a um ano ou o pagamento de multa. “Essa é a primeira vez que todos os advogados de uma área especifica se unem para escrever uma obra coletiva, Em geral, os textos sobre esse assunto são esparsos ou estão espalhados”, afirma Francez, que elaborou um artigo, junto com D´Antino e Costa Netto, sobre como as leis de direitos autorais se atualizaram para acompanhar as tecnologias modernas.
Embora seja em tese um livro jurídico, os textos são objetivos e fogem dos termos muito técnicos, capazes de afastar os leitores leigos. Esse tom informal pode ser sentido logo na orelha, assinada pela atriz Marilia Pêra. “Hoje muitos anos depois, e depois de muitos contratos feitos e refeitos por mim e por queridos amigos que lutam pelo esclarecimento desse tema, surge esse título, escrito por nobres juristas amantes do entretenimento e do prazer que a arte sempre nos brinda”, diz.
Há ainda uma história em quadrinhos, criada e ilustrada pelo cartunista Paulo Caruso, que contextualiza as temáticas discutidas ao longo da obra. Ópera da cidadania narra o desafio de nove profissionais para realizar um espetáculo, envolvendo a concepção cênica, estrutura, captação de recursos e propriedade intelectual.
Manual do Direito do Entretenimento – guia de produção cultural
Organização: Andrea Francez, José Carlos Costa Netto e Sergio Famá D´Antino
Editoras: Senac São Paulo e Edições Sesc SP
Preço: R$ 45
Onde encontrar: nas principais livrarias do país ou nos sites do Sesc-SP e Editora Senac-SP.
Confira também:
- Cinema Digital - Um Novo Cinema?
- Cinema Sem Fim
- Crônicas de Cinema
- Um Sonho de Cinema
- O Século do Cinema
Almanaque traz curiosidades sobre seis décadas de seriados
Monday, April 27th, 2009 | Livros | No Comments

Almanaque dos seriados: indispensável para quem gosta de acompanhar as séries de TV
Quem nunca passou horas na frente da televisão (ou do computador) assistindo seriados? Isso também faz parte da rotina do jornalista Paulo Gustavo Pereira, mas ele foi além: reuniu todo seu conhecimento na área e lança este mês o Almanaque dos Seriados, pela Ediouro.
A publicação é uma verdadeira viagem no tempo, começando pelo Agente 86 e terminado com Desperate Housewives e Heroes, passando por Os Três Patetas, National Kid, I Love Lucy, Feiticeira, Vila Sésamo, Armação Ilimitada, Friends, Os Normais, Lost e muitos, muitos outros.
Fruto de um trabalho que começou no início dos anos 80, o Almanaque dos Seriados relata os mais importantes seriados que passaram na televisão brasileira em um livro recheado de ilustrações, diálogo marcantes e informações de bastidores.
Matar a saudade
Curiosidades como quanto dinheiro Matt LeBlanc tinha em sua conta quando fez o teste para Friends, quantos carros foram destruídos na série Os Gatões, com que freqüência os atores de 24 Horas são convidados a cortar seus cabelos, quais atores recusaram papéis que fizeram sucessos, são algumas das histórias que completam este almanaque.
Dividido por décadas, de 1950 a 2000, o livro traz seriados nacionais e internacionais dos mais diferentes temas. Policiais, faroestes, infantis, românticos, dramáticos; um repertório tão completo que é impossível o leitor não relembrar alguma fase de sua vida e matar a saudade de seus personagens favoritos.
Paulo Gustavo Pereira cresceu assistindo Vigilante Rodoviário, Brigada 8, Zorro, Além da Imaginação, Perdidos no Espaço, I Love Lucy, Viagem ao Fundo do Mar, Bonanza, entre uma dezenas de séries hoje consideradas clássicas dentro da pequena história da televisão no Brasil. Formado em Jornalismo, trabalhou no Jornal da Tarde, Folha de S.Paulo, Estadão e Jornal do Brasil e hoje é o diretor de redação da revista Sci-Fi News.
Almanaque dos Seriados
Autor: Paulo Gustavo Pereira.
Editora: Ediouro.
Livro mostra curiosidades e segredos de Bollywood
Saturday, April 25th, 2009 | Livros | No Comments

Capa do livro Diário de Bollywood
Há alguns anos, uma nova estética cinematográfica tem chamado a atenção do público: tramas românticas, roupas coloridas, cenários opulentos e muita música marcam o atual cinema indiano, cuja indústria é conhecida mundialmente como Bollywood.
Este é o tema de Diário de Bollywood - curiosidades e segredos da maior indústria de cinema do mundo. Fruto de uma reportagem especial de vinte dias com visitas a estúdios, sets de filmagem, escolas e casas de atores e diretores em Mumbai, este livro desvenda o funcionamento de Bollywood, mostrando por que ela é a maior produtora de filmes do mundo.
Recheada de fatos curiosos, entrevistas exclusivas e fotografias, a obra traça também um paralelo do cinema indiano com o de Hollywood e o da América Latina.
O autor do livro é o jornalista Franthiesco Ballerini. Ele trabalhou como crítico de cinema do Jornal da Tarde por sete anos e foi colaborador de O Estado de S. Paulo com reportagens especiais e entrevistas de grandes estreias de Hollywood em Los Angeles. Mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista, é pós-graduado em história do cinema mundial, colaborou para revistas como Bravo!, Contigo!, Quem e Sci-fi News, e foi colunista cultural da Rádio Eldorado.
Diário de Bollywood - Curiosidades e segredos da maior indústria de cinema do mundo
Autor: Franthiesco Ballerini
Editora: Summus
Confira também:
- Cinema Digital - Um Novo Cinema?
- Cinema Sem Fim
- Crônicas de Cinema
- Um Sonho de Cinema
- O Século do Cinema
Livros da Coleção Aplauso com desconto durante o Festival de Teatro
Friday, March 20th, 2009 | Livros | No Comments
Até o dia 29 de março, os 163 títulos da Coleção Aplauso terão desconto na Livraria Saraiva (rua Comendador Araújo, 731), de Curitiba. São livros que contam a história da dramaturgia brasileira através da publicação de biografias de seus principais personagens, além de peças de teatro e roteiros de filmes.
Os volumes em tamanho pocket valem R$10,00 e os especiais, R$20,00. A iniciativa é da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, que promove, ainda, outras ações durante o Festival de Teatro de Curitiba.
Neste domingo, dia 22 março, a partir das 11 horas, no Memorial de Curitiba, haverá o lançamento das biografias dos atores Ewerton de Castro, Mauro Mendonça e Jonas Bloch e uma sessão de autógrafos com importantes nomes do teatro como Nydia Licia e Renato Borghi. A impressão do catálogo do Festival também ficou a cargo da Imprensa Oficial.
Confira também:
- Teatro, de Raquel Coelho
- O Teatro Por Dentro ou Por Dentro do Teatro
- Teatro Completo
Biografia de Heath Ledger é lançada em livro no Brasil
Thursday, March 19th, 2009 | Livros | No Comments
Poucas vezes Hollywood viveu um fenômeno como a morte de Heath Ledger. Morto no auge de sua carreira, era tido ainda como uma jovem promessa e um dos atores mais talentosos da nova geração. Quando faleceu, em janeiro de 2008, aquele que viria a ser o seu maior sucesso ainda nem sequer tinha estreiado.
Mas quando Batman - O Cavaleiro das Trevas chegou às telas, um Coringa perturbador e impresível ganhou o mundo. Ledger renasceu nos sites, nos jornais e na mídia para ser eternizado para sempre com o seu personagem. A consagração viria no início desse ano, com o Globo de Ouro, o BAFTA e o Oscar.
Agora sua vida pessoal e os bastidores do seu trabalho chegam às lojas na biografia Heath Ledger - O Astro Sombrio de Hollywood. O livro examina a relação de Heath Ledger com as atrizes Heather Graham, Naomi Watts e Michelle Williams (sua ex-noiva e mãe de sua filha Matilda), reconta toda a história das filmagens de O Segredo de Brokeback Mountain, esmiuçando o subseqüente impacto do filme.
Por fim, examina toda a transformação pela qual o ator passou para interpretar o Coringa em O Cavaleiro das Trevas, mostrando o grande custo psicológico e físico que o ator teve de enfrentar por conta da intensidade do papel.
Confira também:
- Heath Ledger: O Astro Sombrio de Hollywood
- Batman - O Cavaleiro das Trevas
- O Segredo de Brokeback Mountain
- O Patriota
- Coração de Cavaleiro
Livro conta sete décadas de história da atriz Lolita Rodrigues
Thursday, January 15th, 2009 | Livros | 2 Comments
A jornalista Eliana Castro abre “De Carne e Osso”, perfil de Lolita Rodrigues, lançamento da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, relatando seu primeiro contato com a atriz, assistindo Almoço com as Estrelas, programa que Lolita apresentava com o então marido, Airton Rodrigues, nas tardes de sábado, na TV Tupi.
Mas sua história começou antes ainda da inauguração da TV Tupi, em 1950, quando foi chamada para substituir Hebe Camargo e cantar o “Hino da Televisão Brasileira” na festa que marcou o primeiro sinal da televisão no Brasil. Embora sua história se confunda com a história da televisão brasileira, Lolita já dava seus primeiros passos aos dez anos de idade, como cantora do programa Hora Infantil, da Rádio Atlântica de Santos, carreira que a trouxe para programas de rádio da capital paulista.
Nascida Sylvia Gonçalves, descendente de espanhóis, Lolita Rodrigues justifica o título do livro, “De Carne e Osso”, e a fama de ser uma pessoa extremamente simples ao tecer comentários como: “Não me acho melhor que ninguém. Eu sou igual a todo mundo. Esse negócio de celebridade é uma grande bobagem. Quem disse que uma atriz é melhor ou mais importante do que uma dona-de-casa? Cada pessoa tem o seu valor. Cada uma está fazendo o melhor que pode. A vida, para todo mundo, é luta. E cada pessoa luta do seu jeito”.
Começou cantora, mas seu grande sonho foi sempre atuar. Sua sorte foi ter confessado o desejo a Cassiano Gabus Mendes, o primeiro a lhe oferecer algumas oportunidades, pequenos papéis nos teleteatros da Tupi. Aos poucos, Lolita Rodrigues foi conquistando espaço até estrelar, em 1957, O Cordunda de Notre Dame. Desde então, não parou mais.
Ao longo do livro, Lolita Rodrigues desfia recordações de décadas de carreira, revelando detalhes de bastidores de grandes sucessos da teledramaturgia nacional como O Direito de Nascer, de Teixeira Filho, Sassaricando, de Silvio de Abreu, e o remake de A Viagem, de Ivani Ribeiro.
Atriz Elisabeth Hartmann ganha livro com sua biografia
Friday, December 12th, 2008 | Livros | 1 Comment
A atriz Elisabeth Hartmann sempre esteve no lugar certo na hora certa. Foi assim quando fez seu primeiro desfile ainda no banco em que trabalhava como secretária. Foi assim também quando, num café em São Paulo, Mazzaropi a convidou para estrelar o primeiro dos sete filmes que fez com ele. Esses e outros acasos, histórias da infância e da carreira são contadas pela gaúcha ao padre Reinaldo Braga em “Elisabeth Hartmann – A Sarah dos Pampas”, que a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo lança nesta segunda-feira, 15 de dezembro.
Recheado de humor, o livro traz em detalhes toda a trajetória da atriz nascida na década de 30, mas que não revela a idade. “Não vou especificar o ano porque de repente quem lê vai pensar assim: ela é irmã da Dercy Gonçalves! Uma brincadeira em homenagem a essa grande atriz que passou dos 100 anos de idade. Por isso digo: nasci na década de 30”.
Elisabeth Hartmann atuou no teatro, cinema e televisão. Desfilou para grandes estilistas e estampou capas de revistas. Foi dirigida e atuou com grandes nomes das artes brasileiras como Cacilda Becker, Nydia Licia, Walter Hugo Khouri, Mazzaropi, Ruth Escobar, Cassiano Gabus Mendes, Carlos Zara, Ivani Ribeiro, Geraldo Vietri e tantos outros.
Em quatro encontros no mês de junho de 2008, a atriz abriu sua caixa de memórias a Reinaldo Braga, que a viu pela primeira vez nas novelas da Tupi. “Guardo na memória sua atuação como Tetê em A Barba Azul, como Hilda sendo cortejada por um divertido Marcos Plonka em O Bom Baiano, como a madastra de Cinderella 77, no seriado A Casa Fantástica, que eu achava superinteressante. E, já adolescente, lembro-me da alemã dona da pensão em Olhai os Lírios do Campo, novela da TV Globo”, conta o autor.
A história
Filha única de pais alemães, Elisabeth teve uma infância confortável na cidade de Porto Alegre e estudou nos melhores colégios. As dificuldades começaram durante a guerra exatamente pela origem da família. Com o preconceito contra alemães nessa época, o pai foi preso injustamente, sua construtora começou a perder clientes, a família se mudou para um lugar menor, o pai adoeceu e acabou morrendo. Com sua morte, ela se viu obrigada a trabalhar, ainda durante o ginásio, para ajudar a mãe. Terminou os estudos com o auxílio de uma bolsa.
“O sonho dourado da minha vida era ser professora. Eu achava aquilo lindo demais. Nunca pensei em ser atriz, não fui dessas pessoas que desde criança já sapateava, dançava, representava”, conta Elisabeth que contou desde cedo e em todos os momentos com o incentivo da mãe.
No entanto, seu primeiro emprego foi na Cervejaria Continental, que mais tarde seria encampada pela Brahma. “Eu trabalhava na contabilidade e embaixo do escritório funcionava a fábrica de gelo. Foi duro! Era um frio! Nem com duas, três meias, eu resolvia aquilo, porque o chão era gelado. Mas, eu gostava, as pessoas me tratavam muito bem. Eu só tinha 15 anos”.
Depois, foi trabalhar na Aerovias Brasil, onde se apaixonou por um aviador. Com o amor correspondido, parou de trabalhar para cuidar do enxoval. “Tudo era bordado, eu bordava muito, minha mãe bordava muito, mas de bordado em bordado, de briga em briga, o noivado acabou! Quando me vi sem noivo e sem família, o que foi frustrante, empacotei o enxoval com naftalina e fui trabalhar no Citibank”.
Nessa época começou a conciliar o trabalho no banco com desfiles para o colega de trabalho e então aspirante a estilista Rui Spohr. Jornais de Porto Alegre publicaram suas fotos esse tornou mais conhecida. Convidada a integrar um grupo de teatro amador, foi tomando gosto pela carreira. Mesmo assim não abandonou o trabalho – depois do banco, foi contratada por uma importadora de aço e mais tarde numa de inseticida. Para se profissionalizar – e por insistência da mãe – mudou para São Paulo assim que terminou o curso da Escola de Arte Dramática. Queria se tornar uma Tônia Carrero, uma Maria Della Costa ou uma Cacilda Becker, que ela tanto admirava.
Ao seu favor nos palcos, a boa dicção. “Como meu pai era surdo, desde criança me acostumei a falar alto e a articular muito bem. Não falo gritando, mas quando vou para o palco, posso ser muito clara”. Essa qualidade só deixou a desejar, como diz, quando se viu à frente de Cacilda Becker. “Quando a Cacilda foi me ensaiar, fiquei toda tímida, porque tinha tanto respeito e admiração por ela, que quando fui abrir a boca para dizer o texto, saiu um fiapo de voz. Ela me disse: Elisabeth, o último espectador vai querer ouvir você também. Desse jeito está complicado. Respondi que ia fazer, para ela não se preocupar. Comecei a me soltar, mas no terceiro ensaio, ela me disse: Agora não vou dizer mais nada, porque não quero uma segunda Cacilda no palco”, brinca
Relembra, também, a saia justa com Clodovil, quando ele ainda não tinha seu ateliê próprio. No teste realizado assim que chegou a São Paulo, ouviu dele: “Você parece um liquidificador andando”. Saiu de lá arrasada, mas dias depois recebeu a notícia que havia passado no teste e assinou seu contrato com as Indústrias Matarazzo. Esse foi seu primeiro trabalho em São Paulo.
A partir daí sua carreira deslanchou. Elisabeth Hartmann foi convidada pelo cineasta Walter Hugo para fazer o filme A Ilha e por Mazzaropi para fazer O puritano da rua Augusta e outros seis filmes; integrou as companhias de Nydia Lícia e de Ruth Escobar; fez pornochanchadas e ainda dezenas de novelas nas principais emissoras.
Os bastidores dois trabalhos, a participação no movimento contra a ditadura, as relações com os amigos e outros fatos são narrados em “Elisabeth Hartmann – A Sarah dos Pampas”, título escolhido em alusão à Sarah Bernhardt, com quem a gaúcha se identificava. Não perder o humor sempre foi a característica principal. Nem quando caiu do trapézio de um circo enquanto gravava Cidade contra Cidade, programa do Silvio Santos, e ganhou um zero da jurada Aracy de Almeida. Ou quando ocorreu o quase trágico acidente durante a peça Lisístrata: ela despencou do alto do palco, vestida com uma malha cor da pele com duas pombas douradas no seio e outra abaixo do ventre porque o contra-regra, que deveria fazer a descida do praticável lentamente, estava dormindo.
Roteiro literário de Andrei Tarkovski é lançado em livro
Tuesday, December 2nd, 2008 | Livros | 1 Comment
Produzido em 1966, este roteiro literário, publicado pela primeira vez no Brasil, é o segundo longa-metragem de Tarkovski, que permaneceu censurado na União Soviética até 1971. Apesar disso, ganhou o prêmio da crítica internacional de Cannes em 1969
Existem poucos documentos sobre a vida e obra de Andrei Rublióv. Nasce entre 1360 e 1370, trabalha em Moscou e toma parte em 1405 com Teófano, o Grego, na decoração da Catedral da Anunciação no Kremlim. Em 1410 pinta o famoso “A Trindade” que lhe havia encomendado o pároco Níkon, sucessor de São Serguei de Radoniéj.
Neste roteiro, que tem episódios não incluídos no filme, mostra o conflito entre a espiritualidade e o mundo material vividos por Rublióv, quando sai do mosteiro para trabalhar em outras cidades e percebe a degradação da humanidade. Tarkovski nos mostra a transformação de um jovem pintor idealista num monge que faz voto de silêncio em resposta ao sofrimento que o cerca. Ao final, o livro revela-se um manifesto a favor da esperança que traz a experiência espiritual pela arte.
Vejo abaixo, um dos trechos da obra:
[...] “Junto à metade que restou da iconóstase queimada, em meio aos cadáveres, está Andrei, de joelhos. É difícil reconhecê-lo. O olhar vazio de seus olhos encovados desliza pelo espaço, sem fixar-se em nada e sem nada notar… Parece que ele estava prestes a rezar, mas súbito esqueceu-se não somente da oração, como também de todas e quaisquer palavras. Ele está de joelhos, imobilizado e alheio a tudo, como um surdo-mudo de nascença que, de uma hora para outra, perde a visão – o único sentido que lhe restara.” [...]
Andrei Rublióv – Roteiro literário
Autor: Andrei Tarkovski
Editora: Martins.
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