Anos 80
No início dos anos 80 os musicais estavam de novo em alta. O sucesso recente de Grease – Nos Tempos da Brilhantina tinha acabado de lançar Olívia Newton-John ao estrelato.
Xanadu se aproveita deste momento, mas nem de longe chega perto de Grease. A começar pelo roteiro, ruim e mero coadjuvante para desfilar uma série de músicas estilo “chiclete” que permanecem grudadas na memória de muitos até hoje.
À época já se tinha tecnologia para efeitos especiais melhores do que os que vemos na produção. E convenhamos, vendo no início da década de 80 já parecia algo estranho, imagine nos dias de hoje.
Xanadu se tornou com o passar dos anos, e em especial com a onda de revival dos anos 80, uma referência da época e, talvez, vê-lo nos dias de hoje pode parecer algo mais divertido do que foi na época, puramente pela nostalgia.
Nota 5,0.
Complete a sua coleção. Adquira Xanadu em DVD.
Você lembra das músicas de Xanadu? Clique aqui e confira.
Tags: Anos 80, Musical, naxadu, olivia newton-john
Mais do que um grande clássico do cinema, Touro Indomável é uma obra de arte de Martin Scorsese. Concebido em preto-e-branco, Touro Indomável traz a história do pugilista Jack La Motta, brilhantemente interpretado por Robert De Niro, numa de suas melhores atuações da carreira, um homem que quanto mais cresce profissionalmente, mais regride na sua vida pessoal.

Genial tanto do ponto de vista estético quanto do ponto de vista psicólogico da construção dos personagens de Robert De Niro e da então estreante Cathy Moriathy. Uma aula de cinema e um filme obrigatório para qualquer um que goste de cinema de verdade.
Recentemente foi lançada em DVD um edição especial dupla, recheada de extras e entrevistas com o diretor e elenco. Se você não conhece essa obra, tem aí uma oportunidade imperdível de saber um pouco mais do porque de Scorsese ter se tornado um dos maiores diretores da história do cinema.
Nota 10,0.
Tags: boxe, jack la motta, martin scorsese, robert de niro, touro indomável
Uma família carioca cheia de personagens maliciosos percebe que a única filha decente tornou-se uma mulher pecadora e que o culpado foi um homem conhecido de todos.
Clássico da pornochanchada nacional, Os Sete Gatinhos não é apelativo e consegue levar seus personagens ao limiar do absurdo, questionando valores morais e trazendo a sexualidade reprimida à tona das mais variadas formas.

Destaque especial para o ótimo roteiro de Neville D’Almeida (também diretor) e Gilberto Loureiro, com diálogos repletos de pérolas inesquecíveis e um desfecho imprevisível.
Preste atenção também às ótimas atuações de Lima Duarte e, em especial, Antonio Fagundes. A sua composição do personagem de um malandro carioca é simplesmente perfeita e, em poucas cenas, dá uma aula de atuação. Uma curiosidade: Roberto Carlos e Erasmo Carlos assinam a trilha sonora.
Nota 7,0.
Tags: lima duarte, neville d'almeida, os sete gatinhos, regina casé
Quatro amigos decidem se divertir à noite em um parque de diversões chamado Carnaval, que está de passagem pela cidade. Aberrações, mágicos, videntes e shows de striptease são algumas das atrações do local, que atrai centenas de pessoas.
No entanto, um dos rapazes tem uma estúpida idéia. Passar a noite na Casa de Diversões, uma espécie de trem-fantasma do local. A coisa é claro, não acaba bem, ainda mais quando no meio da madrugada eles presenciam um assassinato cometido pelo Frankenstein.

Ficou curioso? Bem, Pague Para Entrar, Reze Para Sair foi lançado na década de 80 e mistura um pouco de humor com terror e tenta manter um certo suspense. O resultado é desastroso e nem uma coisa nem outra acaba dando certo.
Rever trens fantasmas e algumas atrações de circo pode até trazer um clima de nostalgia. Se olharmos com muita, mas muita boa vontade é possível perceber até alguns traços que poderiam tornar esse filme cult para os dias atuais. De resto, conteúdo zero, personagens canastrões e um festival de clichês apresentados de maneira simplória e infantil.
Nota 5,0.
Tags: Anos 80, funhouse, pague para entrar, reze para sair, Terror
Pela enésima vez, Jason Voorhes ressuscita de uma maneira bizarra e incompreensível, dando origem a mais um filme da já descaracterizada série de terror Sexta-Feira 13. A premissa, nesse oitavo episódio, ao menos é criativa.
Jason embarca em um navio que o leva para longe de Crystal Lake. Embora o título do filme faça referência a Nova York, é só depois de uma hora de produção e muitas mortes em alto mar que o serial killer chega à metrópole americana.

Repare em algumas cenas extremamente mal feitas, como a da morte do capitão do navio. A sensação que se tem é que o filme tenha sido feito por duas equipes distintas, tamanha é a diferença de ritmo e qualidade de imagens entre as cenas em alto mar e em Nova York.
Sexta-Feira 13 – Parte 8 é fraco e sem propósito, resquício de uma série que deveria ter parado pela quarta ou quinta produção. Ridículo, para dizer o mínimo. E pensar que ainda conseguiriam piorar.
Nota 5,0.
Tags: jason, nova york, parte 8, sexta-feira 13, Terror