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::.. SE EU FOSSE VOCÊ 2 ..::
::.. Sinopse ..::
Alguns anos após a primeira experiência de troca de corpos. Claudio e Helena resolvem se separar e para piorar a situação descobrem que Bia, agora com 18 anos, vai se casar – e que serão avós. Em meio a essa crise, trocam novamente de corpos.
::.. Ficha Técnica ..::
Título Original: Se Eu Fosse Você 2.
Origem:
Brasil, 2009.
Direção:
Daniel Filho.
Roteiro:
Adriana Falcão, Euclydes Marinho e Renê Belmonte.
Produção:
Iafa Britz, Marcos Didonet, Vilma Lustosa, Walkiria Barbosa e Daniel Filho.
Fotografia:
Nonato Estrela.
Edição:
Diana Vasconcelos.
Música:
DJ Memê.
::.. Elenco ..::
Gloria Pires, Tony Ramos, Cassio Gabus Mendes, Maria Luisa Mendonça, Francisco Anysio, Isabelle Drummond, Bernardo Mendes, Maria Gladys, Ary Fontoura, Adriane Galisteu, Carlos Bonow, Maria Maya e Renata Batista.
::.. Site Oficial ..::
http://www.seeufossevoce.com.br
::.. Premiações ..::
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::.. Saiba mais ..::
Segundo filme da série. O anterior foi Se Eu Fosse Você (2006).
::.. Trailer ..::
::.. Crítica ..::
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::.. Entrevista com Tony Ramos ..::

Como é o seu personagem nesse filme, na seqüência?
Meu personagem é o Claudio, como na primeira vez, como no primeiro. Claudio casado com Helena, que tem uma filha, Bia. Neste novo roteiro Claudio é surpreendido por uma crise no casamento e também por outra notícia que eu falarei para vocês a seguir. Cada ator tem uma maneira de trabalho. Eu vou realizando a cada dia e hoje, com noventa por cento do roteiro quase já feito, eu fico consciente de que realmente temos um roteiro muito bom para uma continuidade, um roteiro muito bom para essa comédia. Para nós, é um filme que começa hoje, que começa aqui, que começa nesse roteiro, apesar de contarmos aquela mesma história daquele mesmo casal.

Como ocorre a descoberta da gravidez da filha?
É como eu dizia há pouco. Além dessa crise dos dois, o casal está abrindo o casamento, eles então com dúvidas quanto ao casamento. Enfim, as dúvidas todas de uma grande crise dentro de um relacionamento. Mas nesse momento, também são avisados de que a menina está com uma gravidez inesperada. Uma gravidez absolutamente precoce, indesejada e etc. E é bonito como no roteiro do primeiro filme se discute as relações entre marido e mulher, as obrigações ou não obrigações dentro de um casamento, as tarefas que ambos têm de assumir, as renúncias que dizem respeito a um bom relacionamento. Nesse filme, além disso, fala-se sobre crises e como administrá-las, fala-se também sobre essas notícias, essas inesperadas notícias dos filhos para os pais.

O que o público pode esperar do Se Eu Fosse Você 2?
Daniel Filho, o nosso grande diretor, tem nos orientado a economizarmos quanto a contar muito a história. Porque tem muita coisa nesse roteiro que vai surpreender a quem for assistir ao filme. Realmente muita coisa. E evidentemente eu de certa forma ou de todas as formas estaria estragando a surpresa de quem for ao cinema. Mas é isso. Quero convidá-los, daqui a pouco estaremos aí, estreando o Se Eu Fosse Você 2. Nós acreditamos muito nesse filme. Temos uma equipe incrível, que acreditou no roteiro e filmou com a maior tranqüilidade. Eu acho que vocês vão se divertir mesmo.

Você acha que essa segunda troca pro Claudio e para Helena foi diferente? Eles já estavam mais adaptados?
Não, não. E nem poderia ter isso. Essa troca tem de surpreendê-los. Tanto que parte do texto é: "Meu Deus, isso de novo, eu não acredito! Isso é brincadeira? Você é você? Você tá brincando? Vamos parar com isso!" É ai que fica tal aflição de um raio que tenha caído no mesmo lugar duas vezes. Não, não, não, não. O impacto é o mesmo. "O que está acontecendo comigo, com você e etc.?"

Como foi a preparação para as cenas de dança?
Preparação árdua no bom e necessário sentido. Tinha que ter. Evidente que eu fiquei muitas vezes cansado, preocupado, principalmente com o Hip Hop que não tenho domínio nenhum. Só via a chamada street dance que você vê a molecada fazendo e tal com os grupos. É bonito de ver.

A Glorinha dança muito bem. A Glória Pires dança realmente muito bem. Mas quando muda, você tem que ter essa licença poética. Para o espectador também rir daquele homem, daquele macho fazendo aquilo daquela forma. Tentando ser feminina na sua ação.

E é ai que entra a graça. Teria de ser uma coisa de libertação. Tanto que Helena busca nessa dança libertação, esquecer os seus problemas e tal. Tudo isso vai dentro desse estofo, dentro desse lastro para eu compor esse momento da dança. Então tive mambo, tango... E o nosso Cáio teve a paciência, mais que necessária para poder me dar todas essas dicas. O Guto que é um grande professor de Hip Hop mesmo. Os fundamentos do Hip Hop que eu tive desde o início com ele. E a grande coreografia do filme que é do Cáio. Então eu ficava ai olhando o Cáio o tempo inteiro.

Como foi a preparação para as cenas de futebol?
Eu não tive aula de futebol, quem teve foi só a Glorinha. Na verdade, eu tive contato com o Sávio, grande jogador que, como todos sabem, foi do Flamengo, Real Madrid, Zaragoza. O Sávio nos fez essa gentileza de passar algumas noções de futebol. Ele coordenou a equipe de futebol para poder ter o desenho do jogo. Porque tem que ter um desenho para poder ser cinematográfico. Evidentemente houve um momento no jogo puro e simples, quando o Cássio Gabus Mendes estava jogando e o Daniel foi filmando. Tem um momento que é mais coreográfico para se poder filmar as cenas. Dá um trabalho tudo isso, tem que ter um dia inteiro de trabalho para aparecer na tela um minuto, um minuto e meio, um minuto e quarenta. E o Sávio também foi gentilíssimo e deu aulas para a própria Glória, para que ela tivesse as necessárias noções de controle de bola. Agora eu não preciso de aula de futebol não. Eu não faço feio no campo. Claudio e Helena fazem feio. Agora o Tony, dá pro gasto.

Como é a relação de Claudio com Nelsinho, o personagem de Cassio Gabus Mendes?
Olha, foi uma bola bem jogada pelos roteiristas, pelo Daniel quando ele criou Nelsinho e quando ele trouxe o Cássio. Porque o Cássio, querido, companheiro, amigo, é um grande ator, um absoluto grande ator. Eu vi agora na novela "Desejo Proibido", que era uma delícia seu personagem, o delegado, com suas três filhas. E independentemente disso, tudo o que ele é, que vem há anos nessa batalha. E ele trouxe essa picardia, essa coisa do advogado bem sucedido, já descasado e com filho, gosta dos namorinhos dele. E leva isso pro Claudio que não sabe lidar com esse tipo de coisa, pois afinal está casado há vinte e tantos anos. Então essa amizade dos dois, de fato, para o filme, para o roteiro, foi primorosa. E é bom ter o Cássio. O Cássio é craque.

Como é contar com Chico Anysio no filme?
Isso é um presente para o filme. Chico Anysio tinha feito o Alberto Roberto. Na época do querido programa "Chico Anysio", ele me convidou para fazer um ator que contracenava com o "Alberto Roberto". Aquele personagem que era um galã. "Me dê um close aqui.". Era ótimo aquilo. O que eu posso dizer a não ser aplaudir, a não ser admirar, a não ser ficar feliz. Foi uma idéia genial do próprio Daniel, que ele queria ter o Chico, mas ele não sabia onde, e ele: "Poxa, nada melhor do que o pai do noivo!" E em todas as cenas, o Chico tira proveito. Na cena da dança, chegou, viu a coreografia, foi lá e dançou. Demonstra nas situações das mais diversas que é um dos maiores atores desse país. Eu brinco sempre e brinco sério, que para mim é um ator mediúnico, porque ele cria as personagens. Criou tantas centenas dessas personagens. E você vê que é muito particular a sua criação, é a criação de um ator. O Chico é um ganho pro filme. No dia em que chegou, todos pensaram: "Obrigado, bem vindo e que bom tê-lo no filme”

Como foi para os personagens Claudio e Helena receber a notícia da gravidez da filha?
Foi um susto. Para toda gravidez indesejada e inesperada há um primeiro susto. Há de se filtrar isso, e aí o filme entra na discussão. Discussão bacana, rápida, sem ser didática. Pai e mãe falando. É também muito bacana no momento em que o casal, já em corpos trocados, resolve conversar com a filha. São reações diferentes e ao mesmo tempo tratando a situação com pertinência. Vale a pena a discussão que se estabelece.

Na verdade, o bom é isso. É bom se ter discussões entre o casal. Às vezes, as discussões mais bobas na vida, até por um par de meias que está num lugar errado, ou se jogou. Nasce uma discussão, boba, mixa, mas não faz mal, é bom! O bom casamento é aquele que não pergunta quantos anos tem, o bom casamento é aquele que caminha sem se lembrar de quantos anos estão juntos.

Fale um pouco do Claudio como marido e pai.
Claudio é um exemplo de homem desatento com a vida conjugal e é bacana isso no filme, é bom discutir isso. E Helena é uma mulher que sabe comandar a casa, a vida. Mas, quando a filha engravida, ela leva um susto: "Será que eu errei? Mas eu sempre falei tudo com ela!" Então acontecem discussões de qualquer mãe, de qualquer cotidiano. Mas o Claudio é um bom pai, um bom companheiro, bom marido, mas ele é desatento. Ele minimiza muito as coisas porque se sente o centro das atenções, ele acha que tem que ser. Ele é o grande provedor, aquela cabeça, às vezes antiga, até que ele leva um susto.

O que você aprendeu sobre as mulheres com a experiência do filme?
Não, não. Eu não aprendi nada sobre a mulher no filme. Porque o que vem em primeiro lugar para mim é o respeito á mulher. E isso começa na minha casa, na minha vida, no meu cotidiano. Fui criado por duas mulheres, minha mãe se separou de meu pai muito jovem, numa época em que se separar era um palavrão, cinqüenta e tantos anos atrás. Ela e minha avó, essas duas fortes mulheres foram responsáveis pela minha criação até minha mãe se casar de novo. Eu era um jovem adolescentezinho. Então, eu sempre soube respeitar a mulher, seu papel, sua força. Mulher é uma coisa muito séria, que tem que ser tratada com seriedade, com carinho, com afeto, com respeito. Não é o filme que me ensinou, é a vida.

Como foi estar no lugar de uma mulher, muito diferente?
Ah, isso é besteira. É bom ser o que a gente é! É bom o que a gente é. Em 2009, 2029, 2039... Que bom que seremos sempre homens e mulheres dentro de suas opções. Opções sexuais inclusive. O bom da vida é a liberdade de pensamento, a liberdade de ir e vir. Agora, se é dado o papel de homem e o papel de mulher, que saibam conviver com sabedoria, um bom vinho tinto, um pouco de carinho não faz mal a ninguém, e toca essa vida que não é fácil.

O que o público vai encontrar ao ver o filme nos cinemas?
No Se Eu Fosse Você 2, o público, tenho certeza, vai encontrar um grande humor. Vai encontrar uma bela seqüência de uma idéia. É duro fazer um segundo filme a partir de uma idéia. Eu brinco sempre aqui nas internas, que o bonito é ver o "Poderoso Chefão I, II, III", um tão bom quanto o outro. Tem gente que prefere o I, o II, mas todos os três são muito bons. E eu espero, sinceramente, que este seja um belo filme, tenho consciência disso. No momento que dou essa entrevista, eu já fiz metade do filme. Eu tenho consciência do que eu já fiz, por experiência, por vivência, que nós temos um belo filme nas mãos, uma bela comédia, uma bela continuação. Mas antes de tudo, um belo filme. Ele em si, ele é um belo filme. E uma comédia de costumes adorável que a família vai assistir e vai dizer: "Cara, que filme gostoso! Que filme bom de ver!" Estou apostando nisso.

Você já esperava a quase inevitável seqüencia, na época do primeiro filme?
Quando você diz: "Quase inevitável", nós não sabíamos disso não, com certeza. Nenhum dos produtores, inclusive o Daniel, em nenhum momento, eu lhe garanto, pensou em: "Vamos fazer a seqüência!", naquela época. O sucesso é óbvio que, longe de mim a hipocrisia, todo mundo busca sucesso, qualquer pessoa em qualquer profissão quer ter sucesso naquilo que faz. Mas, continuar em uma obra do cinema, televisão, ou mesmo teatro, uma peça que deu certo e aproveitar esse tema e fazer uma nova. Eu acho que o cinema é o que mais se permite fazer isso.

Obviamente vamos citar aqui os americanos, eles isso fazem há anos, há décadas. Sucessos que deram certo e foram se alongando através de novas histórias. Um dia o Daniel disse para mim, num desses encontros da vida: "Rapaz, as meninas..." - As meninas são as produtoras da Total - "E eu, a gente estava pensando e viu que dá pé fazer uma continuação. A idéia é boa, tenho uma idéia assim, uma idéia assado, mas nada muito claro." Enfim, foi o primeiro ensaio. Depois disso, eu fiz novela, fiz isso, fiz aquilo, depois do primeiro "Se Eu Fosse Você". Eu viajei, eu voltei, e fiz novela fora do país. Fui gravar e voltei. Fiz uma segunda novela do Gilberto Braga. E ai ele começou a dizer: "Olha, acho que temos o roteiro." E já tinha. Quando ele me falou isso, já estávamos no começo do ano de 2008, já trabalhando no quinto tratamento mais ou menos. Para quem não sabe, "tratamento", "tratar" o roteiro, "ir mexendo" no roteiro. E é importante a gente falar isso para o grande público, porque o roteiro em cinema vai sofrendo vários tratamentos até dizer: "Temos o filme, é por aqui!" E até chegar nesse, nono tratamento, o que nós estamos filmando.

Eu acredito que a gente tem um belo roteiro, uma bela continuidade, uma bela história e com muitas situações novas... Eu acho que o público vai curtir.

Como acontece a troca no novo filme? Como foi para o Claudio lidar com todos os conflitos no corpo de Helena?
Bom, eu vou contar aquilo que eu posso. Temos muitas surpresas. O público, quando me vê na rua, mesmo sabendo que eu estou filmando, a primeira pergunta é: "Como é que destroca?" ou "Como troca?" ou "Você vira mulher dessa vez e ela vira homem?" É a primeira e definitiva pergunta. Falo: "Ah, eu não posso contar." E de fato não posso. Mas é surpreendente e muito bem arrumada a situação da troca, e a destroca é ainda mais gloriosa. Eu acho a destroca um momento mágico do filme. Então essa situação vai ocorrer novamente, e a brincadeira: "Quem disse que um raio não pode cair no mesmo lugar duas vezes", pode sim! E então se começa essa brincadeira, e vai se discutir mais nesse segundo filme, a questão da filha e o susto que eles levam: "Onde erramos? Será que erramos?" E começa uma discussão, pertinente a muitas famílias. Começa a discussão do casamento em si, se está ou não desgastado.

Enfim, é o que já me disseram da primeira vez, que o filme provoca muito o riso. Mas não é só para rir, o filme faz pensar.

O Claudio sofreu muitas mudanças em relação ao primeiro filme?
Sofreu, claro. Porque, como na vida, tudo muda. Ele tem mais dinheiro agora, ele tem uma situação mais confortável, é um trabalhador incansável, a tal ponto que seu casamento começa a balançar, muito em função, por exemplo, de ele não querer férias, de não querer mais nada, de esquecer a família. Ele vira um, a expressão pedante que se usa, "workaholik", mas enfim, define bem. É um trabalhador que não pára para pensar nas horas do ócio, e não vê que o ócio é tão importante quanto trabalhar. Ele, então, muda muito sobre esse aspecto.

Foi fácil retomar o Claudio, passar pela mesma situação de troca de corpos?
Não é fácil e é engano pensar que se fez aquele é só seguir a mesma linha. Não. Na primeira leitura do roteiro, ficou evidente uma coisa que eu disse no primeiro ensaio: é um filme que começa do zero. Eu não gosto de me debruçar sobre aquele filme. Aquele filme foi "aquele", aqui é um filme que começa do zero. E para mim, essa "alma" feminina, os trejeitos, a forma, a maneira de agir, o texto conduziu a isso. Observando Glória Pires, observando seus ensaios. Aconteceu uma coisa curiosa: em uma cena em que a minha personagem Claudio, possuído por Helena, o homem com a feminilidade dentro, apurada, aguçada, vai comparar roupas numa grande butique.

Na véspera, como no texto tinha uma fala em que a minha personagem diz para vendedora: "Você acha que meu bumbum tá bom moça?" Pergunta clássica feminina entre mulheres. E eu falei: "Caramba, como é que eu resolvo isso?" Eu pedi para minha mulher, a "minha" mulher na vida real, a Lidiane. "Como é que você resolve essa comparação de roupa aqui?" E ela falou: "Ah, sei lá, cada um é de um jeito, e ela deu uma risada já com a fala minha. "Quero ver você dizer isso!”Então ficou uma coisa familiar, mas ela fez para mim. Eu me lembro como se fosse agora. "Ah, a gente faz isso, a gente pergunta" E ela me deu um outro dado que era a questão da cava, da cintura. Fiquei olhando a minha companheira, e aquilo me ajudou, porque não é travestir-me de um travesti, ou de um transexual e fazer um personagem. Não é. É tentar criar dados, toques femininos, até na hora do pavor, que é na hora do futebol, uma seqüência que eu adoro. As pessoas vão rir porque eu sei.

Têm seqüências que as pessoas estão rindo conscientemente de um fato que está sendo apresentado. Ok, mas ainda assim, a preocupação dessa alma feminina, está presente. Então, o exercício era esse com o diretor Daniel Filho, que é um excepcional diretor de ator, era bom com as observações com a Glória Pires nos ensaios, conversando com a minha mulher. O filme começa do zero. Para mim, não tem obra que continua, e é só acender a lâmpada e dizer: "Filme, ação!" Não. Tem que criar uma massa interior que vai te nutrir, evidentemente com estofo, com lastro, para você poder desenvolver um trabalho.

::.. Entrevista com Gloria Pires ..::

Como foi fazer a continuação do Se Eu Fosse Você?
Não me lembro exatamente quando é que eu soube, mas já tem algum tempo. Fiquei felicíssima com o resultado do primeiro filme, que é o resultado do trabalho que foi feito. Era uma coisa sem nenhuma pretensão. A idéia era fazer uma coisa que as pessoas pudessem se divertir, pelo menos o tanto quanto nós estávamos nos divertido. E acho que isso passou para todo mundo, foi contagiante mesmo, e estamos fazendo agora o segundo e acho que o clima está se mantendo, o roteiro ficou muito bom. Quer dizer, ganhou coisas novas. Complicado fazer uma continuação de uma coisa que foi um grande sucesso, mas acho que vai ser legal, o feeling que eu tenho é que as pessoas vão gostar.

Como está sendo trabalhar novamente com o Tony?
É sempre ótimo trabalhar com o Tony. A gente se dá super bem, ele é uma pessoa com um ótimo astral, um companheiro muito querido, tá muito bom.

Interpretar um homem faz pensar no outro?
Não sei. Cada personagem é único, tem as particularidades, tem as suas dificuldades. É uma coisa interessante essa história de interpretar um homem, o sexo oposto. Deve ser muito interessante também pro Tony. A gente se diverte, ao mesmo tempo acho que ajuda a pensar um pouco no outro mesmo. E eu que sou casada, sempre que eu estou fazendo alguma cena, eu penso no Orlando assim, eu penso nessa relação boa e difícil que é o casamento. É uma experiência muito legal, muito enriquecedora.

A Helena mudou muito em relação ao primeiro filme?
Mudou, mudou. Ganhou coisas. Os personagens pretendem trazer para tela as qualidades e os defeitos humanos. E no caso de uma continuação, é como se fosse ali dois anos depois na vida dos personagens, com tudo o que eles passaram, com essa experiência super louca, e agora com mais coisas loucas acontecendo. Em situações onde eles se vêem expostos, tendo de lhe dar com coisas que eles não dominam, não conhecem. Então a Helena, é claro, mudou sim.

A troca foi mais fácil para as personagens por ser a segunda vez?
É, tem essa coisa, já passaram por isso. Não é uma novidade, não é um caminho desconhecido mais. Então já sabem como lidar. Tanto que quando eles trocam, eles já sabem todas as dificuldades que eles vão ter de enfrentar. Já é o desespero em si.

Como foram as aulas de dança? E a preparação para as cenas de futebol?
Foram ótimas, eu queria ter tido mais tempo de treinar, porque na verdade a seqüência que eu tinha não era jogando futebol, era fazendo embaixadinha. Controle de bola, que é uma coisa que você tem ou não tem. Você pode melhorar, se você tiver mais tempo. É uma coisa abstrata, mas foi muito bom. O Hip Hop foi uma delícia, eu adoro dançar, todas as coreografias, o tango e tudo. Muito gostoso. E deu um gás também, porque a gente chegava para o ensaio e tinha sempre alguma aula, alguma atividade física, e aquilo dava um gás pro resto do dia. Deu uma preparada boa. Foi muito legal, e promove uma união maior também, está todo mundo ali, naquele mesmo esquema. As aulas de teatro que são deliciosas. Todo mundo fazendo exercícios, todo mundo se ajudando, acrescentando alguma coisa. É muito bom, eu gosto dessa convivência de grupo, acho muito legal, enriquece o trabalho.

Como é a relação de Helena com a filha?
É uma relação muito amorosa, a Helena é uma mulher muito amorosa, que curte muito a família dela. Mas os dois, tanto a Helena quanto o Claudio, estão numa crise, e a filha também. A família está vivendo um momento de caos total. E o legal é ver a graça nisso, como na vida da gente. Ás vezes, você está com o maior problemão e você consegue achar graça daquilo. As coisas são tão loucas, tão inacreditáveis que você acaba achando graça. É o que essa mãe e essa filha vão acabar passando durante o filme.

Tem umas cenas bem bonitas, afetivas, de diálogos sobre a vida, de expectativa da vida, da vida a dois, da vinda de novas crianças, gente nova no pedaço. Muito bonito.

Como você se sente pessoalmente em relação à gravidez de Bia?
Eu adoro criança, adoro ter filho, já está chegando a minha hora de ser avó, eu já tenho dado uma cobrada na minha filha mais velha, mas o negócio está um pouco lento ainda. Eu acho que a gente tem que se regozijar com os nascimentos. Eu acho que vida é sempre motivo de festa. Difícil é a morte, ela é parte da vida, mas é mais difícil de lhe dar. Então eu acho que enquanto é vida nova tudo é motivo de festa, acho que tem que ser. Tem até uma frase no filme que a Helena, enquanto Claudio, fala para filha: "Olha minha filha, a única coisa que dá para a gente ter certeza é que não é fácil, nada é fácil. Mas quando existe a vontade de que dê certo, mesmo quando as coisas parecem que já não estão mais funcionando, a vida aparece com uma novidade”. Eu acho que é isso mesmo, quanto existe a vontade de que dê certo, de que seja bom, as coisas se encaminham.

Em um relacionamento, os opostos se atraem?
Eu acho um pouco loucura essa coisa, essa crítica à forma de o homem ser, a crítica à forma de a mulher ser. São naturezas diferentes. E quando as pessoas querem ficar juntas, talvez seja isso mesmo que as atrai uma para outra né, é essa a diferença.

O que você considera mais importante em um relacionamento?
Somos todos humanos, cheios de emoções. Nem todos os dias começam bem, mas acho que a vontade de estar junto, essa vontade de que dê certo, o interesse em estar com a outra pessoa acima de qualquer coisa, isso é importante. E tem que ser recíproco, não dá para remar o barco sozinho, as duas pessoas têm de estar remando, de preferência pro mesmo lado.

Qual o Nelsinho influencia no conflito do casal?
O Nelsinho é o agente, é aquele amigo que a mulher detesta, que vê como o causador dos problemas, que é ele quem desencaminha o coitado do marido. Cassinho fez super bem, muito engraçado. Ele arrasou. Mas claro que não é ele, ele até pondera com o Claudio algumas questões. Eles são amigos e o Nelsinho quer muito que o amigo fique bem e age então da maneira que acha a melhor: o chamando para vida, para sair, curtir. Mas acaba, sem querer, sendo o agente de uma confusão que vai dar muito pano para essa história.

Como foi interpretar um homem no corpo de uma mulher?
Eu sempre fui muito encantada assim com o universo masculino. Muitos anos, desde muitos anos, eu quero ter essa oportunidade de interpretar um homem. Eu sempre prestei muita atenção na forma masculina de ser. O complicado é realizar isso, realizar que é difícil. Não teve nada que eu não soubesse, que eu já não tivesse percebido. Mas é um exercício delicioso tentar realizar.

O que você faria se trocasse de corpo com um homem?
Ah, eu não queria ir para o corpo de um homem... Não, eu sou feliz sendo mulher, eu adoro ser mulher. Numa outra vida tudo bem, mas agora não, agora eu não tenho a menor vontade de mudar para o corpo de ninguém, nem de outra mulher. Eu sou muito feliz sendo eu mesma.

Como foram as cenas em que seus personagens já estavam com os corpos trocados?
Olha, a gente se diverte muito. Realmente a gente ri o dia inteiro. Têm algumas cenas em especial que estão muito engraçadas. Eu acho que essa transformação que nós estamos fazendo desde ontem, quando eles se trocam, é muito boa. Acho que as pessoas vão cair da cadeira. A coisa da dança também, do casamento, os números de dança, acho que vão ser bons também. Tem muita coisa engraçada. Muita coisa inusitada. Quando eles estão com os advogados, no primeiro encontro está um contra o outro, e depois no segundo encontro é o oposto. Um falando como se fosse o outro, se acusando seus erros, suas falhas. Esse inusitado vai pegar muito as pessoas.

Como foi trabalhar com esse elenco tão especial?
Foi uma honra. Eu trabalhei com o Chico quando eu era pequena. Meu pai trabalhou muitos anos com ele, e nós temos um afeto especial. Foi uma honra tê-lo tão perto contracenando. Uma delícia, é um grande profissional, é uma aula o tempo todo, só tenho a aprender. Acho que as pessoas vão ficar felizes de ver. Porque além de tudo, o Chico não é só um grande humorista, ele é um grande ator. Ele tem uma dimensão humana muito grande que ele trouxe para esse personagem. Quando ele fez "Tieta", era fantástico o trabalho dele também, ninguém esperava ver o Chico em um papel tão sério e ele fez divinamente. Ele é um grande ator. Foi um ganho pro filme contar com ele, assim como com a Maria Luisa, que é uma pessoa deliciosa. Eu já a conhecia, mas nunca tinha trabalhado com ela.

Foi um prazer enorme, uma atriz completa, uma pessoa completa, um convívio delicioso. A Isabelle, uma pessoa tão novinha, me emociona tanto vê-la trabalhando. Tão verdadeiro aquilo, ela é tão íntegra. Muito bonito. Acho que o Daniel, mais uma vez acertou, além de tudo, ele escala muito bem. Você vê que o fim tem uma harmonia no conjunto todo. Marcos Paulo faz também uma participação, o primo da Helena, que é o advogado dela, que foi também um namoradinho. Acho que vai ficar um filme bonito também de se ver. O Marcos Flaksman com o trabalho dele maravilhoso. Marília Carneiro também num grande momento, o Nonato. Gente que se entende, que tem a ver, todo mundo contando a mesma história. Cada um da sua área, mas todo mundo narrando a mesma história. Eu sinto uma harmonia muito bonita e eu acho que vai ser um filme bonito de se ver. Acho que a hora que for para tela, além de ser divertido e tal, é um filme bonito.

O que o público vai encontrar ao ver o filme nos cinemas?
Exatamente, ainda tem a coisa da mensagem que fica no final, que você vai para casa pensando. Eu acho um barato, acho a vida um negócio fabuloso. Esses encontros e desencontros, a forma como as coisas acontecem, como os eventos se desenrolam. Quando você faz um filme, a idéia é pegar um pedacinho do que seria a vida real e botar ali paras pessoas pensarem sobre aquilo, se divertirem, relaxarem, e terem algum trabalhinho de casa.

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