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::.. O FADA DO DENTE ..::
::.. Sinopse ..::
O jogador de hockey Derek Thompson é chamado de Tooth Fairy (Fada do Dente) em função de sua habilidade de quebrar os dentes dos adversários. Quando o protagonista desencoraja uma jovem promessa, Derek é obrigado a trabalhar como uma verdadeira fada do dente durante uma semana, com direito a asas, varinha mágica e a saia. Durante a experiência, ele descobre os seus sonhos perdidos.
::.. Ficha Técnica ..::
Título Original: The Tooth Fairy.
Origem:
Estados Unidos / Canadá, 2010.
Direção:
Michael Lembeck.
Roteiro:
Lowell Ganz, Babaloo Mandel, Joshua Sternin, Jeffrey Ventimilia e Randy Mayern Singer.
Produção:
Jason Blum, Mark Ciardi e Gordon Gray.
Fotografia:
David Tattersall.
Edição:
David Finfer.
Música:
George S. Clinton.
::.. Elenco ..::
Julie Andrews, Dwayne Johnson, Ashley Judd, Billy Crystal, Brandon T. Jackson, Alex Ferris, Ryan Sheckler, Stephen Merchant, Ben Geldreich, Josh Emerson, Chase Ellison, Juno Ruddell, Brendan Penny, Maya Washington, Christina Schild, Barclay Hope, Destiny Whitlock, Jill Morrison, Dan Joffre, Brendan Meyer, Rukiya Bernard, Darien Provost, Brendan Beiser, Michael Daingerfield, Brad Leo Lyon, Fiona Hogan, Nicholas Carella, Lee Tichon, Dale Wolfe, Tony Alcantar, Daniel Bacon, Brandon Chow, Derek Gilroy, Blair Gorrell, Eduardo Noda, John Tench e Matt Ward.
::.. Site Oficial ..::
http://www.toothfairy-movie.com/
::.. Premiações ..::
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::.. Saiba mais ..::
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::.. Trailer ..::
::.. Crítica ..::

É curiosa a maneira como algumas coisas se estabelecem na indústria cinematográfica. Dwayne Johnson, conhecido também como The Rock, definitivamente não é um bom ator. O ex-lutador do circuito World Wrestling Entertainment, no entanto é dono de um carisma invejável, em especial junto ao público norte-americano, que fez com que desde a sua participação no filme O Retorno da Múmia sua carreira como ator deslanchasse.

Saindo das produções de ação e caminho rumo às comédias, Johnson encontrou em si próprio uma maneira de propor um contra-senso ao estereótipo do comediante. Por seu porte avantajado, vê-lo em situações cômicas ou caricatas por si só já soa como algo diferente. Aproveitando-se desse nicho de mercado, explorado anteriormente por Arnold Schwarzenegger e até por Vin Diesel, Dwayne criou um “tipo” e, agarrado a ele, segue fazendo boas bilheterias com seus filmes.

Infelizmente, boas bilheterias não são sinônimo de bons filmes e no caso de O Fada do Dente, culpar Dwayne Johnson pela má qualidade da produção seria um exagero, uma vez que sua atuação – fraquíssima – é o menor dos problemas do filme. Com o roteiro apresentado, a trama conduzida pelo diretor Michael Lembeck (Meu Papai é Noel 2) sem dúvida se transformaria em uma bomba nas mãos de qualquer outro ator.

No filme acompanhamos a história de Dereck Thompson (Dwayne Johnson), um jogador de hóquei no gelo conhecido pela sua força física e que tem o apelido de “fada do dente” por quebrar os dentes dos seus adversários em jogadas truculentas. Totalmente cético com relação a contos de fadas e outras fantasias, Thompson não hesita em destruir os sonhos de quem quer que seja. É quando ele recebe um chamado, do mundo das fadas, seguido de um castigo: terá que passar uma semana agindo como fada do dente até que passe a acreditar que a fantasia realmente existe.

Embora a moral da história já fique clara nos primeiros trinta minutos de filme, e seja extremamente previsível que tudo irá se desenvolver até que de fato ele acredite que as fadas existem e que, manter vivo na memória alguns sonhos não faz mal a ninguém, a maneira como a trama se desenvolve é uma verdadeira decepção.

Embora nitidamente a história tenha um foco no público infantil, é desprezível perceber o quão rasteiros são os diálogos da produção. Toda conversa tende a terminar em uma piada ou um trocadilho infame. Não passa mais que um minuto sem que surja uma piada – ou tentativa de piada, na maioria das vezes – ainda que ela não seja cabível na cena.

Nesse quesito abro um parêntese: a versão que assisti foi a dublada e, nela, muitas das piadas foram claramente adaptadas para a realidade brasileira. Assim você ouvirá termos como “sambarilove” – surgido nos programas de Chico Anysio – e “brilhantes” trocadilhos como “fadarwin” – uma versão de Charles Darwin das fadas para explicar a evolução delas. Embora adaptado, o texto não foge – assim espero – da essência proposta pelo roteiro original, o que transfere o problema inteiramente para a equipe de roteiristas.

Dentre todas as atuações de Dwayne Johnson, talvez aqui seja a pior delas. Se com diálogos um pouco melhores seu desempenho já ficava abaixo do esperado, com um roteiro pobre em mãos o resultado é um desastre completo. Assim Dwayne se limita a fazer caras e bocas e, mesmo quando sua única missão é dar um grito de espanto, a impressão que se tem é que ele está rindo, tamanha é a descaracterização nesse sentido.

Sem acrescentar nada à carreira de nenhum dos envolvidos e, menos ainda, para o espectador, a produção não chega a ser ofensiva em nenhum momento, fugindo de piadas sexistas ou de humor duvidoso e apostando mais na ingenuidade e em situações tolas do que em qualquer outro artifício. Se por um lado enquanto cinema O Fada do Dente é ruim, por outro, enquanto mero entretenimento familiar, o filme consegue provocar alguns risos – ainda que sejam de indignação por trocadilhos tão infames e “divertidos” quanto uma piada contada pela décima vez.

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::.. Comentários ..::

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Adorei o filme, o script, as piadinhas, os trocadilhos, a mensagem, o elenco e principalmente a maravilhosa Julie Andrews. O público também, porque a platéia imensa se divertiu bastante, criançada e adultos. Um divertimento gostoso para uma matinée, com pipoca e muitas risadas e até momentos tocantes. Não é filme intelectual, não vai para a lista de nenhum crítico, não vai ser indicado para o Oscar, mas é delicioso e só faz bem. Como diz Julie Andrews em Mary Poppins, uma colher de açúcar apenas ajuda descer o remédio de uma maneira deliciosa!
Waldemar Lopes
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