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::.. DIVÃ ..::
::.. Sinopse ..::
Uma mãe de família que tem sua vida virada do avesso quando começa a consultar um analista.
::.. Ficha Técnica ..::
Título Original: Divã.
Origem:
Brasil, 2009.
Direção:
José Alvarenga Jr..
Roteiro:
Marcelo Saback, baseado em livro de Martha Medeiros.
Produção:
Iafa Britz, Marcos Didonet, Vilma Lustosa e Walkiria Barbosa.
Fotografia:
Nonato Estrela.
Edição:
Diana Vasconcelos.
Música:
Guto Graça Mello.
::.. Elenco ..::
Lilia Cabral, José Mayer, Reynaldo Gianecchini, Cauã Reymond, Alexandra Richter, Eduardo Lago, Paulo Gustavo, Elias Gleizer, Pedro, Vera Mancini, Helena Fernandes, Duda Mamberti, Julianne Trevisol, Cesar Cardareiro, Johnny Massaro e Dona Eulália.
::.. Site Oficial ..::
http://www.divaofilme.com.br
::.. Premiações ..::
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::.. Saiba mais ..::
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::.. Crítica ..::
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::.. Entrevista com o diretor José Alvarenga Jr. ..::

Como surgiu o interesse pelo Divã?
Eu apenas tinha ouvido falar do livro quando fui ver a peça – e ali eu percebi que tinha um filme. Ela falava de histórias pessoais, de mudanças e de situações corriqueiras da vida de alguém que foi casado por muito tempo. No fim da peça, eu fui cumprimentar a Lilia e falei no ouvido dela: “Vamos fazer o filme do Divã!” Ela ficou surpresa, riu e seis meses depois me ligou dizendo que tinha conseguido a autorização da Martha Medeiros. A partir daí é que a gente começou a tentar entender onde estava o filme. Fui ler o livro e vi que a peça tinha um formato totalmente diferente – eles tiveram que procurar soluções para narrar aquela história. No fim das contas, o filme é fiel ao livro e também à peça. Mas, ao mesmo tempo, criamos um universo particular.

Como foi feito o tratamento de roteiro para descobrir o que havia de cinematográfico no Divã?
Uma vez por semana, eu o (Marcelo) Saback e a Lilia nos reuníamos e íamos buscando as imagens – e a partir delas, a gente foi refazendo as situações. Na peça, por exemplo, havia um restaurante japonês, mas a gente achou que o restaurante cinematográfico era o chinês, porque tem muito mais elementos visuais que um japonês. E aí investimos nisso. Um barato do filme também é que aquele diálogo que a Mercedes tem com o analista. Isso funciona para o espectador, funciona como reflexão, funciona para levar a história para frente, para levar para trás... O filme acompanha esse movimento. E, além do mais, a gente tinha um trunfo maior que era a Lilia Cabral. É muito interessante fazer um filme quando você já conhece os personagens, fica quase uma festa entre amigos.

A produção foi bem tranqüila, não?
Quando eu vi o Divã e falei que ele dava um filme é porque eu olhava aquilo e percebia que ele tinha uma maneira bacana de ser produzida. Do momento em que a autorização saiu até o filme ser feito, foi praticamente um ano e meio. Um processo muito rápido. Eu estava de férias quando me avisaram que o dinheiro tinha saído e que a gente tinha que rodar o filme em um mês. Foram seis semanas de preparação e quatro de gravação, só isso. Esse filme tinha essa vantagem artística – era um modelo possível. Alem disso, era uma história emocional, que comunica. Tenho uma amiga careta que amou a peça. E uma outra amiga que é uma hippie total dos anos 60 que também amou. O Divã pega de uma ponta a outra. Ele não fala só da alma feminina, que é complexa, mas também da necessidade de mudança de todos nós...

Qual a sua visão da Mercedes?
Ela é uma mulher incomum que tem uma rotina comum – isso foi o que interessou a todos nós nesse projeto. As pessoas se reconhecem na Mercedes. Tem os filhos, o marido, o tédio do casamento, a separação que muitas vezes não vem – por medo ou receio –, a traição que muitas vezes pode ser sem culpa... E essa mulher assumia essas coisas de uma maneira firme, o que para muitas pessoas é um tabu monstruoso. Ao mesmo tempo, ela não é uma mulher que usa tatuagem ou que fume maconha. Mas ela já passou pelos anos 60, pela liberdade sexual e se apropriou de tudo isso que mudou o mundo. É uma pessoa que vive uma vida comum, mas que é incomum. Como, no fundo, são todas as pessoas.

::.. Entrevista com a atriz Lilia Cabral ..::
Qual foi o impacto que o livro da Martha Medeiros teve sobre você?
As imagens do Divã eram muito fortes. O que a Martha dizia era muito cinematográfico e teatral também. E o livro tinha a forma cotidiana de falar, uma forma natural de dizer as coisas que eram universais, que não eram datadas. Quando lia alguma coisa, volta e meia eu pensava: essa é uma situação que pode acontecer daqui a dez anos! Acho que a Mercedes diz muitas coisas que as mulheres gostariam de ouvir. Ela tem um frescor muito grande – e foi esse frescor que me despertou para seguir em frente. Assim, quando acabei o livro eu estava decidida mesmo a fazer a peça.

E como foi que o José Alvarenga Jr chegou com a proposta do filme?
Eu já tinha feito algumas participações em Os Normais e A Diarista (minisséries que ele dirigiu) e a gente sempre se perguntava: quando é que a gente vai trabalhar junto de verdade? Eu já tinha falado como ele de um projeto que eu tinha vontade de fazer e aí ele foi assistir ao Divã. Logo depois, ele me perguntou se eu tinha vontade de transformar a peça em filme – e disse que já tinha pessoas que podiam ser acionadas. Por uma feliz coincidência, era o pessoal da Total Entertainment, que já tinha visto a peça também. E o Bruno Wainer também tinha ido à peça na mesma semana que o Alvarenga. Então, quando a gente começou a conversar, todo mundo já estava inserido naquela história.

Como foram as filmagens?
Foi tudo muito rápido – quatro semanas em que todo dia era cumprido o cronograma. O Alvarenga sabe comandar uma equipe, ali ninguém perdeu tempo. As cenas do consultório a gente fez num dia só. Comecei oito da manhã e acabei às oito da noite. Depois, na montagem, é que você vai vendo as evoluções sutis do personagem. Foi um dia cansativo de trabalho. Mas se parar para pensar, foi tão gostoso!

E protagonizar pela primeira vez um longa-metragem, que tal?
Ah, Deus me livre! (risos). Quando você está fazendo, tudo é festa. Até então, você não sabe que é protagonista e não está nem aí. Mas quando acaba isso e você vai ver o primeiro copião... aí é que percebe que vai tudo começar! Agora é que eu vou começar a ter a sensação do que é ser protagonista. Eu sei que eu estou lá, dando a minha cara a tapa, com as pessoas todas me vendo, mas eu prefiro pensar que estou lá contando uma história em que eu sempre acreditei, e que tem um monte de gente junto contando também.

Como você vê a Mercedes?
A Mercedes era uma mulher que pensava que estava vivendo – tinha vinte anos de casada, era professora, gostava de pintar, o marido era advogado... Mas a partir do momento em que ela começou a falar, ela foi se conhecendo. E com isso ela viu que não estava vivendo. Ou melhor: ela estava vivendo, mas ela não era feliz. E o fato de você buscar uma felicidade não significa que você vai de encontro à felicidade. Ela acredita que a vida está começando – e que não tem regras, não tem pesos e medidas. Que o mais importante é viver. Essa é uma história simples, essa é uma história humana, conhecida de todos. Mas ela não é antiga, não é retrógrada, ela tem um frescor. Fizemos o filme com o coração.

Qual o lugar da Mercedes no seu vasto rol de personagens?
Eu acho que ela é um divisor de águas na minha vida. Porque eu sempre gostei muito de fazer mulheres que falam sobre relacionamentos. Acho que ela completou um ciclo relativo à minha vontade de mostrar um crescimento. Parece que a Mercedes é o amadurecimento de todos os outros personagens que eu interpretei – uns caricatos, outros não. Hoje, ela é uma das primeiras do meu ranking.
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