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::.. AMOR SEM ESCALAS ..::
::.. Sinopse ..::
Ryan Bingham é um consultor que tem a tarefa de demitir funcionários para cortar os gastos das empresas. Quando não está no trabalho, ele gosta de passar o tempo em quartos de hotéis pouco conhecidos e cabines de vôos. Com uma carta de demissão na mesa de seu chefe, e a promessa de trabalho em uma misteriosa firma de consultoria, Bingham está perto de conquistar o seu principal objetivo: conseguir um milhão de milhas como passageiro. Baseado no livro escrito por Walter Kirn.
::.. Ficha Técnica ..::
Título Original: Up in the Air.
Origem:
Estados Unidos, 2009.
Direção:
Jason Reitman.
Roteiro:
Jason Reirman e Sheldon Turner, baseado em livro de Walter Kim.
Produção:
Jeffrey Clifford, Daniel Dubiecki, Ivan Reitman e Jason Reitman.
Fotografia:
Eric Steelberg.
Edição:
Dana E. Glauberman.
Música:
Rolfe Kent.
::.. Elenco ..::
George Clooney, Vera Farmiga, Anna Kendrick, Jason Bateman, Amy Morton, Melanie Lynskey, J.K. Simmons, Sam Elliott, Danny McBride, Zach Galifianakis, Chris Lowell, Steve Eastin, Marvin Young, Lucas MacFadden, Adrienne Lamping, Meagan Flynn, Dustin Miles, Tamara Tungate, Laura Ackermann, Meghan Maguire, Courtney Kling, Matt O'Toole, Alan David, Erin McGrane, Cari Mohr, Jerry Vogel, Adhir Kalyan, Jeff Witzke, Dave Engfer, Paul Goetz, Michelle Reitman, Jennifer Nitzband, Bill Yancy, John Mebruer, Ellen Gutierrez, Kevin Pila, Kelly Berth, Cozy Bailey, Lamorris Conner, Deborah L. Norman, Casey Bartels, Billy Phelan, Arthur Hill, Patricia Allison, David F. Rybicki, George Batten, Jo Michelle Favaro, Andy Glantzman, Marlene Gorkiewicz, Stephanie Janiunas, Scott Lapinski, K. Darnell Lewis, Thomas M. Martilotti, Grace Smith, Mark Sommers, Wilbur Weidlich, Erin Welsh-Krengel, Ed Callison, Doug Fesler, Andrew Kruczynski, Mallory Scott e Lauren Mae Shafer.
::.. Site Oficial ..::
http://www.theupintheairmovie.com/
::.. Premiações ..::
Globo de Ouro de Melhor Roteiro.
BAFTA de Melhor Roteiro Adaptado.

Indicado ao Oscar de Melhor Filme.
Indicado ao Oscar de Melhor Diretor.
Indicado ao Oscar de Melhor Ator (George Clooney).
Indicado ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Anna Kendrick).
Indicado ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Vera Farmiga).
Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado.

Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme - Drama.
Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Diretor.
Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator - Drama (Geroge Clooney).
Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante (Vera Farmiga).
Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante (Anna Kendrick).

Indicado ao BAFTA de Melhor Filme.
Indicado ao BAFTA de Melhor Ator (George Clooney).
Indicado ao BAFTA de Melhor Atriz Coadjuvante (Anna Kendrick).
Indicado ao BAFTA de Melhor Atriz Coadjuvante (Vera Farmiga).
Indicado ao BAFTA de Melhor Edição.
::.. Saiba mais ..::
O orçamento de Amor Sem Escalas foi de US$ 25 milhões.
::.. Trailer ..::
::.. Crítica ..::

Não importa o quão repetitiva uma ideia possa ser, sempre haverá uma possibilidade de executá-la de uma maneira diferente. E, o que é mais interessante, sempre haverá a possibilidade de encantar e conquistar o espectador ao colocá-lo frente a frente com situações limite, conquistá-lo e depois subverter suas expectativas.

Amor Sem Escalas não se enquadra apenas na categoria drama. É também comédia. É também romance. E nem por isso se perde, ou ainda pior, apela para a mesmice e a repetição característica de histórias do gênero. A ordem aqui é quebrar as expectativas. E isso é conseguido às custas de dois elementos-chave: um roteiro inteligente e atores carismáticos interpretando personagens tão verossímeis quanto eu ou você.

Escrito e dirigido por Jason Reitman (Juno) – assina ainda o roteiro Sheldon Turner (Big Stan - Arrebentando na Prisão), numa adaptação do livro de Walter Kirn – Amor Sem Escalas prenuncia algo de bom já em sua premissa e confirma a suspeita logo na apresentação dos seus personagens.

Na trama acompanhamos o dia a dia de Ryan Bingham (George Clooney), um alto executivo de uma empresa cuja missão não é das mais nobres: ele é o encarregado de demitir pessoas por todo os Estados Unidos, assumindo o papel em empresas que não tem coragem de dispensar seus próprios empregados. Sua vida é no ar. Dos 365 dias do ano, Ryan passa mais de 300 longe de casa. E se orgulha disso.

Consultor motivacional, suas palestras versam sobre o tema da liberdade como ponto de partida para a ousadia. Sem coisas, lugares e pessoas a se prendem, podemos voar mais alto e apostar sem medo de perder. Da mesma forma, Ryan não envolve em relacionamentos sérios – ou compromissos. Tudo se resume a parceiras de encontros casuais e pequenas aventuras.

Sua vida muda por completo quando a jovem psicóloga Natalie Keener (Anna Kendrick) é contratada pela empresa e, de imediato apresenta uma nova proposta: substituir as dispendiosas viagens aéreas para demissões presenciais por demissões online via videoconferência. E é nesse ponto que temos algo especial e diferente.

Embora Ryan, pelo seu perfil frio, metódico e calculista pareça insensível ou egoísta ele é o primeiro a se levantar contra a ideia “insensível” das demissões virtuais. Por outro lado Natalie, de quem poderia se esperar um pouco mais de compaixão mostra-se dura e decidida a seguir adiante com sua ideia. A proposta é colocada à prova em uma viagem sugerida pelo chefe de ambos, para que Ryan, mais velho, possa ensinar a ela os caminhos tortuosos da profissão.

É justamente a viagem que inicia uma jornada de transformação em ambos. Se Ryan por um lado é obrigado a suportar a convivência com outra pessoa, por outro Natalie conhece na prática como seus pré-conceitos e ideias podem soar como meros rótulos sem muito significado. Acostumada a um estilo de vida onde para que tudo fizesse sentido era preciso estar em busca de um ideal, a jovem é apresentada a um outro lado, mais despojado e realista.

Já Ryan, pela primeira vez, alimenta uma relação com uma recém-conhecida. Não Natalie, como seria óbvio numa comédia romântica, mas Alex Goran (Vera Farmiga), uma executiva da sua faixa etária e com um perfil muito similar: muitas viagens a negócios e satisfação por encontros casuais e nada mais.

A afinidade entre o trio impressiona. George Clooney e Vera Farmiga parecem formar um par perfeito. Clooney personifica o estereótipo do homem de negócios elegante, inteligente e irônico, do tipo que espera conquistar qualquer mulher apenas com um sorriso e um drink. Já Vera Farmiga conduz o papel de uma mulher que consegue se impor quando quer, fazendo às coisas à sua maneira, sem deixar de ser feminina ou perder sua sutiliza. Ambos, porém, são mais experientes e, com o currículo que têm não é nenhum espanto o bom desempenho.

A agradável surpresa fica por conta de Anna Kendrick (Lua Nova). Diferente de papéis inexpressivos de produções anteriores, em Amor Sem Escalas sua desenvoltura contribui muito a ponto de ela servir como um contraponto perfeito para o papel de George Clooney. Mais do que isso, sua personagem sofre profundas transformações ao longo da trama e, com muita naturalidade, a atriz conduz essa mudança sem soar forçada em nenhum momento, sendo responsável até mesmo por alguns bons momentos bem humorados.

Com personagens não agindo da maneira como o público espera, teimando em surpreender não de maneira proposital, mas com muita sutileza, o belo trabalho de roteiro ainda apresenta diálogos convincentes e espelha, com muita propriedade, o pensamento cotidiano de grandes corporações bem como a maneira persuasiva que alguns dos seus funcionários desenvolvem para sobreviver no mercado.

O excelente roteiro e as boas atuações são complementados por bons trabalhos de edição e fotografia. O primeiro é utilizado com muita propriedade para ressaltar a “batalha em curso”. A sequencia inicial, com Ryan montando e desmontando sua mala enquanto passa por um aeroporto, se assemelha a um soldado preparando sua arma para o campo de combate. A alusão, nesse caso, é perfeita e a maneira como é ilustrada também. Alguns cortes secos entre sequência de sentidos distintos também contribuem para que o clima denso seja mantido.

Já o trabalho de fotografia – dirigido por Eric Stellberg (500 Dias Com Ela) – da mesma forma é extremamente feliz ao enquadrar momentos de solidão – há uma sequência quase no final do filme, em que Ryan e Nicole são mostrados de costas e apenas a silhueta de ambos se destaca diante de uma parede de vidro que é belíssima; em outro momento, uma Natalie sozinha em uma sala com cadeiras espalhadas por todos os lados indica que ele não pertence àquele lugar – ou ainda de revelação – outra cena com Ryan em um aeroporto diante do painel de destinos de embarque é composta de maneira exemplar, ressaltando a expectativa do personagem. Algumas tomadas aéreas, mostrando as cidades por onde o executivo passa de uma maneira nada convencional servem também para ilustrar o modo com que o personagem vê o mundo.

Em termos de cinema e desenvolvimento de roteiro Amor Sem Escalas é perfeito a ponto de conseguir causar uma quebra na expectativa do espectador tenha ele se colocado no lugar de qualquer um dos três personagens principais. As revelações finais são surpreendentes e acentuam ainda mais a transformação pela qual cada um deles passa.

Sozinho em meio à multidão Ryan Bingham se sente completo e feliz, carregando sobre os ombros uma mala vazia de esperanças. Sua transformação, ao final, se mostra realista e muito mais intimista do que explícita, num desfecho corajoso e, mais uma vez, longe do convencional do cinema hollywoodiano. Nem mesmo a infeliz tradução brasileira do título para Amor Sem Escalas – numa clara tentativa de vendê-lo ao público como comédia romântica – soará como propaganda enganosa. Afinal, se a ideia é surpreender e subverter as expectativas quem for ao cinema esperando uma boa dose de risadas com açúcar terá a oportunidade de saborear uma boa dose de realidade.

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Wikerson Landim - wikerson@portaldecinema.com.br
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::.. Comentários ..::

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Adorei o filme, por favor qm tem o nome da musica q toca no final do trailer por favoooor me passem ajuda euuuu ahiuahuaih.
Kikinha

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Achei a fotografia boa e a trilha sonora excelente. apesar de trazer uma história bacana, o filme ainda fica no água com açucar e consegue despertar poucas emoções em que o assiste. Pra mim, amor sem escalas foi um bom filme pra passar o tempo, mas está muito longe de ser AQUELE filmão.
Bruna
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