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::.. A PEDRA MÁGICA ..::
::.. Sinopse ..::
Um garoto descobre uma pedra mádica colorida e causa um tumulto na sua cidade, despertando a inveja dos seus amigos e de adultos que querem colocar as maõs nela.
::.. Ficha Técnica ..::
Título Original: Shorts.
Origem:
Estados Unidos / Emirados Árabes, 2009.
Direção:
Robert Rodriguez.
Roteiro:
Robert Rodriguez.
Produção:
Elizabeth Avellan e Robert Rodriguez.
Fotografia:
Robert Rodriguez.
Edição:
Ethan Maniquis e Robert Rodriguez.
Música:
George Oldziey, Robert Rodriguez e Carl Thiel.
::.. Elenco ..::
Leslie Mann, Kat Dennings, William H. Macy, Jon Cryer, James Spader, Jimmy Bennett, Jackson Hurst, Leo Howard, Jonathan Breck, Devon Gearhart, Rebel Rodriguez, Trevor Gagnon, Jolie Vanier, Jake Short, Angela Lanza, Alejandro Rose-Garcia, Cambell Westmoreland, John Chilleri, Zoe Webb, James Leonardo Mayberry, Lori Ramirez, Chris Orf, Carlos Pina, Cameron R. Murphy, Wil Pollard, Jamie Batiste, Ro' Black, Tony Bottorff, JenelleRae Cardenas, Josh Christman, Pablo D. Flores, Troy Harris, Zach Irsik, Ryan Lee, Christina Lehner, Mitchell Parrack, Micaela Phillips, Tori Ramert, Patricia A. Robinson, Isaac Rodriguez, Jaime De La Rosa, Tommy Scott, Will Scoville, David Sharp e Alexis Woods..
::.. Site Oficial ..::
http://shortsmovie.warnerbros.com/
::.. Premiações ..::
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::.. Saiba mais ..::
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::.. Crítica ..::

“Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”. A frase proferida pelo cineasta brasileiro Glauber Rocha se tornou um verdadeiro sinônimo para enfrentar as dificuldades de ser um realizador. No sentido que ele teve a intenção de expressar, sua proposta é que bastava uma boa idéia e uma câmera por mais simples que fosse para que, mesmo com simplicidade e poucos recursos, qualquer um pudesse expor suas opiniões por meio do cinema.

Bem, algumas pessoas entenderam isso muito errado ou, pelo jeito, levam essa idéia ao pé da letra. E, o que pior, são pessoas que contam com um bom respaldo técnico e muito mais do que apenas uma “câmera na mão” para transformar em filme suas criações. Esse é o caso do cineasta Robert Rodriguez. Não há dúvidas que ele tem talento e, no mínimo, tem algum conhecimento do que está fazendo. Sin City – A Cidade do Pecado é a maior prova disso.

No entanto não é de hoje que alguém precisa chegar para esse cidadão e mostrar que tudo tem um limite. Rodriguez tem um estilo de trabalho que pouco combina com a indústria cinematográfica. Costuma-se dizer que cinema é um trabalho coletivo. Atores, diretores, roteiristas, produtores e dezenas de outros profissionais envolvidos visando um objetivo em comum. A idéia, definitivamente, não se aplica a Robert Rodriguez.

Em A Pedra Mágica, ele é o diretor, roteirista, produtor, fotógrafo, montador e ainda um dos compositores da trilha sonora. A idéia do filme partiu do seu filho e, ainda por cima, nos créditos você pode ver uma grande quantidade de “Rodriguez” no elenco. Se estivéssemos falando de um gênio do cinema, poderíamos celebrar o absoluto controle criativo do diretor sobre a sua obra. Mas, em se tratando de Robert Rodriguez, a única certeza que temos é que, na tentativa de fazer tudo, muitas coisas se perdem no meio do caminho e, no final das contas, muito pouco se salva.

Estamos tratando de um filme infantil. Ok. Mas nem por isso o filme precisa ser infantilóide ou retratar crianças como estúpidas e com uma ingenuidade que faria Poliana gritar de espanto. A premissa não é nada original. Um garoto encontra uma pedra mágica capaz de realizar desejos. No entanto os adultos descobrem a brincadeira e a peça, é claro, passo a ser objeto de desejo deles, em especial do ganancioso Mr. Black (James Spader). É dele o controle de toda a cidade e sua invenção, o Black Box, é uma espécie de produto faz tudo multitarefa do qual todos os cidadãos passaram a depender.

A história é apresentada do ponto de vista do jovem Toe Thompson (Jimmy Bennett), o menino responsável por incluir a pedra no dia a dia da cidade. A opção narrativa encontrada para contar a trama é não-linear, ou seja, sem uma ordem cronológica, Poderia ser eficiente se a opção criativa não fosse apresentá-las em forma de pequenos contos, bem identificados, como se fossem pequenos curtas dentro do filme, mas que infelizmente tem uma única função na produção, e negativa: lembrar o espectador a todo momento que aquilo é um filme.

O uso de efeitos especiais chega a ser abusivo, como se tivesse a intenção de compensar a falta de conteúdo. Nada contra a sua utilização, mas desde que seja com algum propósito para a história e colabore para o seu desenvolvimento o que, definitivamente não é o caso. Há erros menores de continuidade, que não influenciam na trama (se é que há alguma), mas além das falhas de estrutura há uma infinidade de diálogos ruins e “gags” presunçosamente inocentes, mas que dificilmente agradariam até mesmo uma criança, tamanha é a bobagem a que se propõe.

Em resumo pouco, ou quase nada, se salva. Nem mesmo o experiente William H. Macy, numa participação bastante discreta consegue algum momentos de lampejos. Esta não é a primeira aventura infantil conduzida por Rodriguez – o diretor esteve à frente também da série Pequenos Espiões e As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl – mas com certeza é a pior de todas elas. Na tentativa de fazer de suas histórias um gênero pouco contemplado de maneira inteligente pelo cinema, Robert Rodriguez consegue piorá-lo à medida que aumenta o seu controle sobre a produção. Poderia ser pior. Esperemos que na próxima produção ele não tenha a idéia de também ir pra frente das câmeras.

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Wikerson Landim - wikerson@portaldecinema.com.br
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